Rádio Paradiz – uma emissora local pirata na ditadura portuguesa
Bibliographic Data
| ID | 21765585 |
|---|---|
| Authors | Luís Bonixe (0000-0003-1288-7529, Polytechnic Institute of Portalegre, corresponding author) |
| Year | 2021 |
| Volume | 15 |
| Issue | 2 |
| Publication date | 2021-06-23 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Observatorio (OBS (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1646-5954 • E-ISSN: 1646-5954 |
| Publisher | Instituto Universitario de Lisboa (ISCTE-IUL) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.15847/obsobs15220211744 |
| OpenAlex | W3174900574 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
No final da década de 1950, José Guilherme Paradiz criou uma emissora local pirata em Pernes, no distrito de Santarém. Apesar do regime de ditadura e da censura, a experiência manteve-se durante praticamente um ano, entre 1959 e 1960. A Rádio Paradiz, assim se chamava a emissora, antecipa assim em 18 anos o início da existência de emissoras locais piratas em Portugal, apesar de se constituir como um caso isolado que não teria continuidade nos anos seguintes. Na história das rádios-piratas portuguesas, a Rádio Paradiz só teria uma sucessora em 1977, quando foi criada a Rádio Juventude, em Odivelas. O artigo procura situar esta experiência no contexto do setor da radiodifusão portuguesa na transição de décadas (de 1950 para 1960) e no quadro teórico da radiodifusão local pirata na Europa e em Portugal, procurando identificar na experiência da Rádio Paradiz especificidades que viriam a caracterizar o movimento da radiodifusão local nas décadas de 1970 e 1980. Para a nossa pesquisa sobre esta experiência de radiodifusão pirata, recorremos a fontes documentais, em particular artigos publicados na imprensa local e nacional e a uma entrevista ao fundador da rádio, José Guilherme Paradiz. A Rádio Paradiz terminaria em meados de 1960, quando a PIDE se dirigiu à localidade de Pernes para encerrar a emissora
| Highly cited | No |
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