A A responsabilidade penal do infrator de medida sanitária preventiva
Uma abordagem a partir da teoria de Günther Jakobs
Bibliographic Data
| ID | 21804306 |
|---|---|
| Authors | Rafael Pereira (0000-0003-1800-1450, Universidade Federal de Santa Catarina), Claúdio Macedo de Souza (0000-0002-4603-3460, Universidade Federal de Santa Catarina), Bruno Carminati Cimolin (0000-0002-5321-9052, Universidade Federal de Santa Catarina) |
| Year | 2021 |
| Issue | 21 |
| Publication date | 2021-12-15 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Misión Jurídica (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1794-600X • E-ISSN: 2661-9067 |
| Publisher | Colegio Mayor de Cundinamarca (PUBLISHER) |
| DOI | 10.25058/1794600x.1888 |
| OpenAlex | W4200552807 |
| Language | PT |
Este artigo objetiva compreender a legitimidade da aplicação da sanção penal prevista no artigo 268 do Código Penal para responsabilizar infratores de medidas sanitárias preventivas na contenção da doença de Covid-19, na perspectiva da Teoria de Günther Jakobs. Vive-se uma crise de saúde pública no Brasil e no mundo. Neste cenário, o poder público anunciou medidas a fim de impedir a propagação do vírus. Nesta direção, a técnica de tipificação compatível com a antecipação máxima da proteção da saúde é o perigo abstrato. Portanto, diante da possibilidade concreta do Direito Penal deixar de cumprir sua função de proteção fragmentária e subsidiária, indagou-se: “Em qual modelo teórico, a responsabilidade penal imposta ao infrator da normatividade para conter a pandemia buscará legitimidade?” Supõe-se que, a sua legitimidade encontrará respaldo na Teoria Sistêmica, pois ao praticar a conduta proibida, o agente rompe expectativas normativas e a pena passa a ter como função demonstrar para a sociedade que, apesar da violação da norma, é possível confiar na sua vigência. Com foco na pesquisa bibliográfica, considerou-se o conceito de crime o qual deixa de proteger a saúde e passa a proteger a estabilidade normativa. Ademais, foi metodologicamente ponderado o conflito entre o direito à liberdade de locomoção e o direito à saúde da coletividade, diante da polêmica em torno da proibição de circulação de pessoas em locais públicos sem o uso obrigatório de máscara de proteção individual
Humanities · Political science · Brazilian Legal Issues · Medical Malpractice and Liability Issues · Philosophy · Public Health in Brazil
| Highly cited | No |
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