Patrimônio histórico-cultural e memória social indígena sob risco
O golpe de 05 de junho de 2024 contra o Museu do Vale do Arinos
Bibliographic Data
| ID | 21811154 |
|---|---|
| Authors | Saulo Augusto De Moraes (0000-0001-6659-1905, Universidade do Estado de Mato Grosso), Jairo Luís Fleck Falcão (0000-0002-0273-2331, Universidade do Estado de Mato Grosso), Renato Fonseca De Arruda (Universidade do Estado de Mato Grosso), Renato Fonseca Arruda (0000-0003-0032-6214, Universidade do Estado de Mato Grosso), Waldinéia Antunes De Alcântara Ferreira (0000-0001-5949-7590, Universidade do Estado de Mato Grosso), Francine Suélen Assis Leite (0000-0002-0921-5150, Universidade do Estado de Mato Grosso), Rosalia De Aguiar Araújo (0000-0002-1828-0683, Universidade do Estado de Mato Grosso) |
| Year | 2025 |
| Volume | 21 |
| Pages | 1-27 |
| Publication date | 2025-10-06 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Patrimônio e memória (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1808-1967 • E-ISSN: 1808-1967 |
| Publisher | UNESP - Universidade Estadual Paulista (PUBLISHER) |
| DOI | 10.5016/pem.v21i1.3780 |
| OpenAlex | W7115936601 |
| Language | PT |
Este artigo analisa o golpe de 05/06/2024 contra o Museu do Vale do Arinos (Juara-MT) como expressão da violência colonial que busca apagar memórias indígenas e legitimar narrativas hegemônicas sobre a Amazônia mato-grossense. Com metodologia interdisciplinar – teorias decoloniais, análise midiática e diálogos com povos Apiaká, Kayabi, Rikbaktsa e Munduruku –, demonstra-se como o museu, criado em 2018 pela UNEMAT e parcerias multidisciplinares de base, desmonta o mito da Amazônia “a-histórica” através de acervos arqueológicos. A tomada violenta do espaço, na intenção de convertê-lo em instrumento de exaltação colonial, revela articulação entre elites locais e omissão institucional, expondo cumplicidades com a colonialidade do poder. A pesquisa evidencia que o conflito simboliza disputas fundacionais: grilagem de narrativas, racialização de saberes e resistência indígena. Conclui-se que a defesa do museu é imperativo ético para descolonizar instituições, exigindo redes plurissetoriais (universidade pública, movimentos sociais, povos indígenas) contra violências estruturais. Vinculando o caso às lutas amazônicas, reafirma-se a ciência como instrumento de denúncia, alertando contra a naturalização de ataques a espaços decoloniais
Hegemony · Politics · Amazonian Archaeology and Ethnohistory · Indigenous Studies in Latin America · Memory, Trauma, and Testimony
| Highly cited | No |
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