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A Paisagem Linguística E a Multimodalidade Em Fachadas De Casas De Festas Infantis

Um Diálogo Possível

Bibliographic Data

ID21858137
AuthorsCláudia Regina Ponciano Fernandes (0000-0002-2083-696X, Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba, corresponding author)
Year2020
Volume14
Issue2
Pages45-59
Publication date2020-05-06
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenuePROLÍNGUA (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1983-9979 • E-ISSN: 1983-9979
PublisherPortal de Periodicos UFPB (PUBLISHER)
DOI10.22478/ufpb.1983-9979.2019v14n2.48738
OpenAlexW3046003813
LanguagePT
References cited3

A Política Linguística, na visão de Shohamy (2006), é o principal mecanismo para organizar, gerenciar e manipular os comportamentos da língua, pois consiste em decisões tomadas sobre ela e seus usos na sociedade. Para a autora, existem mecanismos diluídos em regras e regulamentos, na política educacional, nos testes de línguas e no espaço público que funcionam como ferramentas de intermediação entre as ideologias e as práticas de linguagem. Nesse panorama, a essência deste artigo encontra-se no contexto do espaço público, especificamente, fachadas de casas de festas infantis em João Pessoa-PB, compreendidas como paisagens linguísticas. O trabalho apresenta uma análise dessas fachadas, objetivando discutir como estas representam mecanismos de Política Linguística, sinalizando uma diversidade de línguas e de repertórios comunicativos por meio de recursos multimodais, tecendo uma interface entre Política Linguística e Multimodalidade. Busca-se responder: Que línguas estão dispostas nas fachadas de casas de festas infantis na capital paraibana? Quais significados podem ser inferidos a partir da disposição visual dos elementos imagéticos nesses estabelecimentos? A discussão fundamenta-se nos conceitos de Política Linguística (SPOLSKY, 2009; SHOHAMY, 2006), de paisagem linguística (SHOHAMY, 2006), de multimodalidade (KRESS e VAN LEEUWEN, 2006; NASCIMENTO, BEZERRA E HEBERLE, 2011; SILVA E ALMEIDA, 2018) e na Gramática do Design Visual (KRESS e VAN LEEUWEN, 2006) como ferramenta analítica. A pesquisa é de cunho qualitativo-interpretativista, uma vez que descreve, analisa e interpreta os dados concebidos em situação real de interação. O corpus é composto por três fotografias das fachadas de casas de festas infantis na capital paraibana. Os resultados sinalizam uma pequena parcela, entre tantas outras, da diversidade linguística de uma cidade plurilíngue e multicultural que não se restringe unicamente ao inglês como língua hegemônica, mas indica ocorrências do francês e de um novo léxico elaborado em prol do universo infantil. PALAVRAS-CHAVE: Paisagem linguística. Multimodalidade. Fachadas

Humanities · Digital Communication and Language · Linguistics and Education Research · Multilingual Education and Policy · Philosophy

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