Breve introdução à Filosofia do Acaso
Bibliographic Data
| ID | 21859694 |
|---|---|
| Authors | Konrad Utz (0000-0002-8309-3323, corresponding author) |
| Year | 2025 |
| Volume | 17 |
| Issue | 1 |
| Pages | 285-296 |
| Publication date | 2025-07-31 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Argumentos - Revista de Filosofia (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1984-4247 • E-ISSN: 1984-4255 |
| Publisher | Universidade Federal do Ceará (UFC) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.36517/arf.v17i1.94718 |
| OpenAlex | W4412982744 |
| Language | PT |
| References cited | 4 |
A filosofia sempre parte da evidência de um fato: o fato que é algo e não nada, que o mundo tem ordem, que fenómenos aparecem para mim, que sou consciente de mim mesmo, que sujeitos comunicam entre si, que sujeitos têm consciência de obrigações uns aos outros, e muito mais. A respeito de tais evidências primárias, a filosofia, desde seus inícios, busca responder duas questões fundamentais, que já foram formuladas por Aristóteles. Diante do “é isso!” do fático, ela pergunta: “o que é isso?”, e ela pergunta: “por que é isso?”. É fácil perceber que ambas as perguntas levam a uma aporia quando são postas em sentido global, em busca de uma resposta universal e definitiva. Isso já foi observado muitas vezes. O que falta e triar a consequência destas aporias, que é: tudo é ocorrer ou “eventuar” incompletamente determinado, ou, em outras palavras, originar condicionado, ou, numa única palavra, acaso. A partir daí, outras perguntas como aquela do ser, da consciência, do saber, do agir, da moralidade e da intersubjetividade se resolvem, na elaboração de um projeto filosófico que pode ser chamado “Filosofia do acaso” ou também “do originar condicionado”. O presente artigo desenvolve dois argumentos iniciais deste projeto, além de esboçar algumas de suas consequências teóricas
Political science · Hume's philosophy and hair distribution · Linguistics and Language Studies · Philosophy · Social and Economic Solidarity
| Highly cited | No |
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