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Heteroidentificação racial no Brasil

Evidências preliminares de percepções não-dicotômicas

Bibliographic Data

ID22012895
AuthorsLeonardo Rafael Leite da Rocha (0000-0002-6951-4363, Universidade Federal da Bahia), Tardelli de Souza Guilherme (0000-0002-7841-6394, Universidade Federal da Bahia), Giuseppina Marsico (0000-0002-8683-2814, Universidade Federal da Bahia)
Year2025
Volume17
Issue42
Publication date2025-12-01
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista NUPEM (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2175-7429 • E-ISSN: 2176-7912
PublisherUniversidade Estadual do Parana - Unespar (PUBLISHER)
DOI10.33871/nupem.2025.17.42.10592
OpenAlexW4417440356
LanguagePT
References cited10

A categoria parda tem sido atrelada apenas à mestiçagem entre pretos e brancos, invisibilizando outras raças nesse processo. A partir dessa observação, o objetivo deste artigo foi descrever padrões de heteroidentificação racial, enfocando a categoria parda. Aplicou-se um questionário on-line com 440 participantes de 16 estados, contendo 32 modelos que deveriam ser classificados nas categorias de raça/cor do IBGE. Executou-se uma análise qui-quadrado através do SPSS. Doze dos modelos apresentados foram percebidos como pardos. Observou-se heterogeneidade neste grupo: quatro modelos foram vistos como “descendentes de indígenas” e oito como “afrodescendentes”. Nortistas e nordestinos tiveram maior dificuldade em classificar pardos de traços afrodescendentes como negros, além de serem mais rigorosos para classificar brancos do que os participantes do Centro-Sul. Observou-se que a heteroidentificação racial não é dicotômica, pois pessoas de origem indígena também são classificadas como pardas, ainda que não sejam negras, ocasionando a não-inclusão delas nos processos de hetero-identificação atuais

Indigenous Health and Education · Race, Genetics, and Society · Race, Identity, and Education in Brazil

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Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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