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Diversidade sexual e de Gênero

Entraves postos pelo Movimento “Escola sem Partido” para a Constituição da Escola Justa

Bibliographic Data

ID22014901
AuthorsAngela Maria De Souza Lima, Aline Oliveira Gomes Da Silva (0000-0001-5992-3334, San Antonio College), Meire Ellen Moreno (0000-0003-3670-5689, San Antonio College, corresponding author)
Year2021
Volume5
Issue1
Pages720-734
Publication date2021-01-12
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueSimpósio Gênero e Polí­ticas Públicas (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2177-8248 • E-ISSN: 2177-8248
PublisherUniversidade Estadual de Londrina (PUBLISHER • BR)
DOI10.5433/sgpp.2018v5.p720
OpenAlexW3125506516
LanguagePT

O propósito desse texto é problematizar, sociologicamente, a relevância da inserção dos conteúdos de direitos humanos, mais especificamente, de diversidade sexual e de gêneros nos currículos da Educação Básica e das Licenciaturas e mostrar, teoricamente, os impactos da invisibilização ou exclusão destes no processo de estigmatização e de desvalorização dos saberes e das representações sociais desses sujeitos, em especial, nas políticas educacionais. Como procedimentos metodológicos, nos embasaremos na pesquisa qualitativa bibliográfica e documental, analisando, prioritariamente, dois textos oficiais que respaldam a inserção desses conteúdos: a Resolução CNE no 01/2012 e a Resolução CNE no 02/2015. Neste processo, preocupa-nos a força de uma coalização política contrária, reunida principalmente nos movimentos conservadores como o Movimento Escola Sem Partido que, utilizando-se de diferentes estratégias para excluir esses conteúdos dos currículos, dos Planos Estaduais e Municipais de Educação, do Exame Nacional do Ensino Médio, da Base Nacional Curricular Comum e dos outros documentos oficiais, continuam tentando impedir a representação dos conhecimentos e dos grupos sociais historicamente invisibilizados nesse país nos espaços curriculares. Nesse contexto, tomamos como hipótese a ideia de que a inclusão desses conteúdos nos currículos da Educação Básica e das Licenciaturas, representa também a inserção da representação sociocultural desses sujeitos e de seus conhecimentos nas políticas educacionais e que tais inserções relacionam-se diretamente com um debate importante sobre oprocesso de constituição da chamada “Escola justa”, já refletida, entre outros autores, porFrançois Dubet. Mesmo cientes de que a concepção de “Escola Justa” extrapola as discussõesde política curricular, defendemos a hipótese de que a garantia dos conteúdos e dasrepresentações das “minorias sociais” nos currículos educacionais configura-se em um passosignificativo para atingir a justiça escolar e a justiça social

Humanities · Political science · Sociology · Gender, Sexuality, and Education · Philosophy · Social and Political Issues · Youth, Politics, and Society

Highly citedNo

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