Crítica à realidade em Terra sonâmbula e Chuva braba
Cultura, lirismo e memórias
Bibliographic Data
| ID | 22017556 |
|---|---|
| Authors | Martins Mapera (0000-0002-7476-2986, Universidade Zambeze, corresponding author) |
| Year | 2020 |
| Volume | 7 |
| Issue | 2 |
| Pages | 149-166 |
| Publication date | 2020-12-29 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Lusófona de Estudos Culturais (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2183-0886 • E-ISSN: 2184-0458 |
| Publisher | University of Minho (PUBLISHER • PT) |
| DOI | 10.21814/rlec.2645 |
| OpenAlex | W3116325071 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
Os romances de Manuel Lopes e Mia Couto foram escritos em momentos históricos e políticos diferentes. Enquanto Chuva braba foi publicado em 1956, antes das guerras de libertação das antigas colónias portuguesas, Terra sonâmbula veio à estampa em 1992, depois da independência de Moçambique. No primeiro caso, os problemas da seca que assolaram Cabo Verde e a consequente pobreza extrema, que levou ao êxodo massivo dos cabo-verdianos para a Europa e a América e, no segundo, a guerra dos 16 anos, que devastou Moçambique e provocou deslocação das pessoas para regiões seguras e para os países vizinhos, fazem com que as duas obras partilhem traços de instabilidade, insegurança e desassossego das personagens, permitindo a liricização das vivências em contextos da guerra e da miséria que concorrem para o aluimento do ser humano. Deste modo, os dois romances configuram espaços férteis para uma análise comparística dos eventos romanescos, intuindo que a cultura, Literatura, Sociologia e Filosofia (re)criam formas críticas sobre a construção de estados e nações, os quais se caracterizam por compreensão da realidade a partir de história e memórias
Art · Humanities · Physics · Cultural, Media, and Literary Studies · Literature, Culture, and Criticism · Philosophy · Urban and sociocultural dynamics
| Highly cited | No |
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