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A (dis)função do diagnóstico

Uma leitura psicanalítica sobre o DSM

Bibliographic Data

ID22101378
AuthorsMariana Martins Fernandes (0000-0003-3954-5270, UniFG Centro Universitário), Beatriz de Souza Silva (0000-0003-1002-5976, Federal University of São João del-Rei), Rogério De Andrade Barros (0000-0002-4401-7387, Universidade Estadual de Feira de Santana)
Year2022
Volume11
Pagese4136
Publication date2022-07-26
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Psicologia Diversidade e Saúde (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2317-3394 • E-ISSN: 2317-3394
PublisherEscola Bahiana de Medicina e Saude Publica (PUBLISHER • BR)
DOI10.17267/2317-3394rpds.2022.e4136
OpenAlexW4288036867
LanguagePT
Citations received2
References cited2

INTRODUÇÃO: Partindo da interrogação sobre a função do diagnóstico, reconstrói-se um panorama histórico sobre o diagnóstico para a psiquiatria e os (des)enlaces com a psicanálise. OBJETIVO: Examinar os compromissos e as diferenças do diagnóstico para os diferentes campos. METODOLOGIA: O presente artigo teve como orientação de pesquisa o que Canguilhem (1975) define como trabalho de conceito. A partir de uma epistemologia específica, essa posição baseia-se no princípio de que é preciso partir de uma articulação conceitual para se falar de um fenômeno. Assim, foi realizado um percurso exploratório sobre o diagnóstico para o campo da psiquiatria e da psicanálise. RESULTADOS: A eliminação do aspecto subjetivo como critério elementar para realizar a avaliação diagnóstica a partir da terceira versão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) demarca uma ruptura irreparável com a psicanálise, uma vez que nega aquilo que lhe é mais caro. Se o objeto da psiquiatria é o fenômeno observável, a psicanálise se volta para a escuta das ranhuras, ponto opaco em que a nomeação generalista não dá conta de apaziguar a angústia. Isso não requer a negação dos sintomas observáveis, tendo em vista que é possível se servir deles sem, no entanto, reduzir a escuta clínica à mera classificação fenomenológica. CONCLUSÃO: A aposta na singularidade da construção sintomática é o que permite a emergência da subjetividade, negligenciada na universalização diagnóstica contemporânea

Humanities · Health, Nursing, Elderly Care · Philosophy · Psychoanalysis and Psychopathology Research · Psychology and Mental Health

  • A (dis)função do diagnóstico

    Open Access•Mariana Martins Fernandes, Beatriz de Souza Silva et al.•Revista Psicologia Diversidade e…•2022

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  • Manicômio em circuito

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Citations per year0.5
Citation span2022 - 2025 (4)
Highly citedNo

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