O albergue chinês da “letra” rosiana
Entre deformação e recriação
Bibliographic Data
| ID | 22416524 |
|---|---|
| Authors | Zimo Lian (0009-0005-6957-5288, University of Macau, corresponding author) |
| Year | 2026 |
| Volume | 40 |
| Issue | 1 |
| Pages | 303-323 |
| Publication date | 2026-05-11 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Diacrítica (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0870-8967 • E-ISSN: 2183-9174 |
| Publisher | University of Minho (PUBLISHER • PT) |
| DOI | 10.21814/diacritica.6973 |
| OpenAlex | W7160852956 |
| Language | PT |
A tradução das obras de Guimarães Rosa apresenta desafios singulares, sobretudo no tratamento dos neologismos, elemento central de seu projeto estético. Este estudo analisa a tradução chinesa desses neologismos à luz da abordagem de Antoine Berman (2013, 2021). O corpus é a coletânea 河的第三条岸 (A Terceira Margem do Rio), traduzida por You Yupin e publicada na China em 2025, cuja recente disponibilização permite investigar um campo ainda pouco explorado: a tradução de Rosa para o chinês. A partir de uma amostra representativa que inclui neologismos de forma e de sentido, identificam-se as tendências deformadoras presentes e as estratégias de recriação e compensatórias acionadas. Observa-se que as tendências ocorrem principalmente de forma híbrida, destacando-se a proeminência da racionalização, da clarificação e do enobrecimento. Apesar das deformações, verifica-se um esforço consistente de reconstrução expressiva por meio de soluções lexicais e sintáticas. O estudo oferece subsídios para a reflexão sobre a tradução literária, ao mostrar como a invenção rosiana e a sua estranheza são recriadas dentro das restrições e potencialidades de um sistema linguístico distante do português.
linguistics and terminology studies · Linguistics, Language Diversity, and Identity · Translation Studies and Practices
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