Destruir o território, enfraquecer o corpo
Um ensaio sobre alimentação, adoecimento e quebranto entre os Tupinambá do Baixo Tapajós (PA)
Bibliographic Data
| ID | 2725866 |
|---|---|
| Authors | F Zuker (0000-0001-9092-1943, Universidade de São Paulo, corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Volume | 30 |
| Issue | 3 |
| Publication date | 2024-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Mana (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-9313 • E-ISSN: 1678-4944 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/1678-49442024v30n3e2024038.pt |
| OpenAlex | W4406331956 |
| SciELO | S0104-93132024000300302 |
| Language | PT |
| References cited | 5 |
No Baixo Tapajós (Pará), indígenas tupinambá relacionam alimentação proveniente da cidade com problemas de saúde, fraqueza e pouca longevidade. Isto ocorre porque o território Tupinambá, à medida que por ali passaram a atuar madeireiras, em meados dos anos 1950, é paulatinamente destruído. Os Tupinambá percebem que já não podem mais obter caças como antes e cresce a dependência em relação à cidade. O território adoece, e com ele também adoecem as pessoas. Neste artigo penso junto com os Tupinambá os efeitos da destruição territorial com o estado de enfraquecimento do corpo quando objeto de quebranto, entendendo-o como um mal-estar corpóreo, uma forma negativa de experimentar as relações de comensalidade que constituem o parentesco - entre pessoas e com a terra. Trata-se aqui de dialogar com uma teoria antropológica tupinambá sobre corpo, alimentação e doença
| Highly cited | No |
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