Papéis de gênero e divisão das tarefas domésticas segundo gênero e cor no Brasil
Outros Olhares Sobre as Desigualdades
Bibliographic Data
| ID | 3021660 |
|---|---|
| Authors | Felícia Picanço (0000-0001-5661-5782, Universidade Federal do Rio de Janeiro, corresponding author), Clara Maria De Oliveira Araújo (0000-0002-6773-8582, Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Maira Covre Sussai (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) |
| Year | 2021 |
| Volume | 38 |
| Pages | 1-31 |
| Publication date | 2021-11-05 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Brasileira de Estudos de População (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0102-3098 • E-ISSN: 1980-5519 |
| Publisher | Associacao Brasileira de Estudos Populacionais (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.20947/s0102-3098a0177 |
| OpenAlex | W3212506925 |
| Language | PT |
| Citations received | 5 |
| References cited | 22 |
A adesão ao modelo tradicional de família nunca foi uniforme. Estudos sobre famílias negras nos EUA e no Caribe, por exemplo, mostram que as mulheres negras são menos propensas do que as brancas a oficializarem o casamento, são menos dependentes dos seus cônjuges e, do ponto de vista das atitudes, homens e mulheres afro-americanos tendem a ser mais tolerantes com mães que trabalham e mais igualitários em relação aos papéis de gênero. As diferenças são atribuídas aos constrangimentos socioeconômicos experimentados historicamente e às saídas construídas para lidar com eles. E no Brasil? O artigo aplica modelos de regressão linear múltipla para analisar os dados do survey Gênero, Família e Trabalho a partir das percepções em relação aos papéis de gênero, às práticas de divisão do trabalho doméstico entre os membros do casal e ao conflito na articulação trabalho reprodutivo (casa) e trabalho remunerado (trabalho) segundo gênero e raça. Os resultados apontam que, em relação às percepções sobre os papéis de gênero, as mulheres brancas são as mais igualitárias. Essa adesão cresce com a escolaridade e diminui com maior número de filhos e presença de cônjuge. Já os homens negros são os menos igualitários e essa assimetria é reduzida pela idade e maior número de filhos. Na divisão do trabalho, os homens negros são os mais igualitários e a adesão à igualdade aumenta com a escolaridade e com percepções mais igualitárias de papéis de gênero, enquanto as mulheres negras reportam relações menos simétricas, mas a simetria cresce com a escolaridade. Quanto ao conflito casa-trabalho, as mulheres negras declaram mais cansaço do que as brancas, mas este se reduz com a escolaridade e a presença de cônjuge
Art · Humanities · Family Dynamics and Relationships · Gender, Labor, and Family Dynamics · Psychology · Work-Family Balance Challenges
Mapping the Margins
Black Feminist Thought
Toward a Field of Intersectionality Studies
The Man-Not and the Inapplicability of Intersectionality to the Dilemmas of Black Manhood
Race and Gender Differences in Self-efficacy
A Shortage of Marriageable Men? A Note on the Role of Cohabitation in Black-White Differences in Marriage Rates
Work-Life ‘Balance’ in Europe
Mapping the Margins
A Woman for President? Changing Responses
Gender Role Attitudes in the International Social Survey Programme
Intersectionality beyond feminism? Some methodological and epistemological considerations for research
An Overview of the Schwartz Theory of Basic Values
The (Re)genesis of Values
Race and the Retreat From Marriage
Participação no mercado de trabalho e no trabalho doméstico
Socioeconomic and cultural features of consensual unions in Brazil
Racial Differences in Men's Attitudes about Women's Gender Roles
Dinâmica e consubstancialidade das relações sociais
Formações nacionais de classe e raça
Cohabitation in the United States
Intersectionality's Definitional Dilemmas
The Complexity of Intersectionality
| Unique citing works | 5 |
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| Citations per year | 1 |
| Citation span | 2021 - 2025 (5) |
| Citation velocity | recent |
| Highly cited | No |
| Citation types | Neutral: 4 |