Ressignificar e resistir
A Marcha das Vadias e a apropriação da denominação opressora
Bibliographic Data
| ID | 3073947 |
|---|---|
| Authors | Débora Luciene Porto Boenavides (0000-0002-4389-8784, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, corresponding author) |
| Year | 2019 |
| Volume | 27 |
| Issue | 2 |
| Publication date | 2019-01-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Estudos Feministas (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-026X • E-ISSN: 1806-9584 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/1806-9584-2019v27n248405 |
| OpenAlex | W2951633290 |
| SCIELO_PID | S0104-026X2019000200209 |
| Language | EN |
| Citations received | 1 |
| References cited | 3 |
Este trabalho, embasado na sociolinguística crítica e na Teoria Dialógica do Discurso, analisa a ressignificação do adjetivo opressor proposta pelo movimento Marcha das Vadias. Assim, primeiramente, são discutidos dois temas polêmicos para a sociolinguística: o direito de nomear e a ressignificação voluntária. Após, verifica-se alguns aspectos da linguagem feminista, como a valorização do uso das formas femininas e o jargão enquanto ferramenta de exclusão. Por último, analisa-se a argumentação das organizadoras da Marcha sobre a apropriação consciente da adjetivação opressora (do termo "vadia"). Observa-se que tal adjetivo, quando utilizado pelas participantes da Marcha, é esvaziado de sentidos presentes em sua origem etimológica enquanto vocábulo brasileiro racista (para designar escravizados) e classista (para designar prostitutas), embora tente ressignificar o seu sentido machista, relativo à promiscuidade da mulher
Humanities · Discourse Analysis in Language Studies · Linguistics and Discourse Analysis · Linguistics and Education Research · Philosophy
| Unique citing works | 1 |
|---|---|
| Citations per year | 0,5 |
| Citation span | 2024 - 2024 (1) |
| Citation velocity | recent |
| Highly cited | No |
| Citation types | Neutral: 1 |