A desterritorialização dos saberes e fazeres antropológicos e o desentendimento no corpo de verdade da letra
Bibliographic Data
| ID | 3089007 |
|---|---|
| Authors | Priscila Farfan Barroso (0000-0002-4815-4792), Rafael Lopo, Rafael Martins Lopo, Ana Luiza Carvalho Da Rocha (0000-0002-2294-5932), Viviane Vedana (0000-0002-1132-5973) |
| Year | 2008 |
| Volume | 9 |
| Issue | 22 |
| Publication date | 2008-12-03 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | ILUMINURAS (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1984-1191 • E-ISSN: 1984-1191 |
| Publisher | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.22456/1984-1191.9325 |
| OpenAlex | W1830644117 |
| Language | PT |
| References cited | 3 |
O tema da desterritorialização/descolonização dos saberes e fazeres antropológicos pela via da crítica ao estatuto da escrita na construção da representação etnográfica e dos processos de mundialização, vem engendrando ao longo das ultimas décadas o debate acerca da ética do antropólogo diante da diversidade cultural. Instrumento de poder ou via real do saber adotamos com J. Rancière o ponto de vista segundo o qual o ato da escrita é ato de partilha do sensível (modos do fazer, modos do ser e do dizer) para refletir sobre as condições que cercam a etnografia como texto. Com isto a intenção é recolocar alguns dos dilemas que vive a Antropologia em termos das possibilidades da escrita etnográfica configurar-se como uma partilha do sensível entre os próprios antropólogos. Segundo postula J. Rancière, mais do que a partilha de um saber objetivo ancorado no estatuto de uma linguagem de "verdade" que emana da letra, órfã, a partilha do sensível é lugar desde onde o inteligível se apresenta, não mais o inteligível como o entendimento recortando os objetos, mas como parte do comum de sentido construído por uma comunidade. Interessa-nos neste artigo pensar o comum de sentido que os próprios antropólogos atribuem ao lugar da escrita para a produção de seus saberes e fazeres. Em especial, ao se colocar as diferenças da etnografia fora do trabalho de campo e no interior do corpo da letra, descobrimos que a escrita antropológica é coisa política porque recoloca o diálogo entre civilizações nos termos das relações entre, por um lado, um conjunto comum partilhado de saberes e, por outro, a sua divisão em partes exclusivas (saberes tradicionais/saberes científicos, o que pertence ao "nativo"/o que pertence ao etnógrafo
Humanities · Logos Bible Software · Sociology · Theology · Critical Theory and Political Philosophy · Discourse Analysis in Language Studies · Political theory and Gramsci · Philosophy
| Highly cited | No |
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