Os gigantes da montanha e o semblante do real
Bibliographic Data
| ID | 3102059 |
|---|---|
| Authors | Martha Ribeiro (0000-0001-9272-1013, Universidade Federal Fluminense, corresponding author) |
| Year | 2017 |
| Volume | 32 |
| Issue | 93 |
| Publication date | 2017-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Estudos Avançados (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0103-4014 • E-ISSN: 1806-9592 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.5935/0103-4014.20180046 |
| OpenAlex | W2887883466 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
A questão que acompanhou Pirandello em suas reflexões sobre o teatro, refletida em sua composição dramatúrgica, foi a convicção da impossibilidade de representar o real do personagem (a máscara) por um ator. Todo personagem pirandelliano exige que o tomemos como real. Estamos diante de um modo de pensar o teatro que revoga a representação na própria cena, apontando como impossível o ato de representar um personagem. Em nosso autor a máscara nua é um elemento de combate ao mundo sensível, nos indicando como saída a este mundo forjado, simplesmente o impensável: personagens verdadeiramente vivos, que resistem ao real intimidador do mundo sensível. Tal pensamento, que coloca às avessas o real, se materializa de forma indiscutível em Os gigantes da montanha (1936), texto deixado incompleto e construído na matéria dos sonhos
Art · Humanities · Arts and Performance Studies · History, Culture, and Society · Literature, Culture, and Criticism
| Highly cited | No |
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