A hora da estrela e suas adaptações
Cinema, televisão e literatura entre realismo e reflexividade
Bibliographic Data
| ID | 3752381 |
|---|---|
| Authors | Eduardo Miranda Silva (0000-0003-0146-4213, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, corresponding author) |
| Year | 2021 |
| Volume | 21 |
| Issue | 44 |
| Pages | 243-256 |
| Publication date | 2021-09-29 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Alceu (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1518-8728 • E-ISSN: 2175-7402 |
| Publisher | Pontificia Universidade Catolica do Rio de Janeiro (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.46391/alceu.v21.ed44.2021.250 |
| OpenAlex | W3205897040 |
| Language | PT |
Tendo como ponto de partida as reflexões de Rodrigo S.M. no romance A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, o artigo se propõe a discutir algumas das opções narrativas em duas adaptações audiovisuais da obra literária. Na primeira obra, o filme homônimo A Hora da Estrela, de 1985, a diretora Suzana Amaral opta por focalizar apenas a história de Macabéa, deixando de fora as elucubrações de um narrador culpado. Em um segundo momento, o programa de televisão Cena Aberta, de 2003, do diretor e roteirista Jorge Furtado, ajusta seu foco justamente na problemática de se falar pelo outro de classe. Nossa hipótese inicial sugere uma dificuldade do cinema de destituir o intelectual tradicional de seu poder de narrar, no caso do filme de Suzana Amaral. Mas também aponta para a perda do outrora poder de choque a qual a metalinguagem se propunha. Essa mesma metalinguagem é o instrumento primeiro de fatura utilizado por Jorge Furtado na adaptação de Lispector para o programa da TV Globo
Art · Humanities · Cultural, Media, and Literary Studies · Literature, Culture, and Criticism
| Highly cited | No |
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