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Pureza nagô e nações africanas no tambor de Mina do Maranhão

Bibliographic Data

ID3841864
AuthorsMundicarmo Ferretti (Universidade Estadual do Maranhão, corresponding author)
Year2001
Volume3
Issue3
Pages75-94
Publication date2001-12-01
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueCiencias Sociales y Religión (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1518-4463 • E-ISSN: 1982-2650
PublisherUniversidade Estadual de Campinas (PUBLISHER • BR)
DOI10.22456/1982-2650.2170
OpenAlexW2239954581
LanguagePT
Citations received3
References cited3

O Maranhão é conhecido como principal centro de preservação da cultura jeje-dahomeana do Brasil, embora a maioria dos terreiros de mina reproduza principalmente o modelo da Casa de Nagô e não o da Casa das Minas (jeje). A primeira, apesar de tradicionalista e fundada por africanas, distancia-se do candomblé da Bahia e goza de menor prestígio do que a Casa das Minas. Os outros terreiros da capital maranhense que cultuam entidades africanas originaram-se direta ou indiretamente da Casa de Nagô ou de terreiros de outras "nações" já desaparecidos. Os demais terreiros de São Luís foram abertos para entidades espirituais não africanas (caboclas), principalmente por curadores ou pajés, geralmente procurando fugir à discriminação de que eram alvo. Apesar da Casa das Minas não ter autorizado o funcionamento ou reconhecido outra casa mina-jeje, alguns terreiros de mina que também cultuam voduns do Daomé, procuram se legitimar no campo religioso afro-brasileiro afirmando possuir alguma ligação com ela ou com suas fundadoras africanas. Nesse trabalho se analisa a construção da identidade jeje da Casa Fanti-Ashanti e o filme documentário Atlântico Negro - Na rota dos orixás, de Renato Barbieri, onde ela é apresentada como a representante da cultura do Dahomé no Brasil

Art · Humanities · Anthropological Studies and Insights · Race, Identity, and Education in Brazil · Urban and sociocultural dynamics

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Citations per year0.6
Citation span2021 - 2021 (1)
Highly citedNo

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