Quando a imagem é corpo
Modos De Sobreviver À Máquina Colonial
Bibliographic Data
| ID | 3855792 |
|---|---|
| Authors | Fernando Resende (0000-0002-7878-4840, Universidade Federal Fluminense, corresponding author), Roberto Robalinho (Universidade Federal Fluminense), Diego Granja Amaral (0000-0002-3828-2280), Diego Granja Do Amaral (0000-0002-1785-5131, Universidade Federal Fluminense) |
| Year | 2019 |
| Volume | 16 |
| Issue | 47 |
| Pages | 480-499 |
| Publication date | 2019-12-10 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Comunicação, Mídia e Consumo (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1806-4981 • E-ISSN: 1983-7070 |
| Publisher | Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.18568/cmc.v16i47.2107 |
| OpenAlex | W2995132627 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
Este artigo parte dos vestígios de uma escrava africana enterrada na região portuária do Rio de Janeiro e do filme "Era o Hotel Cambridge" (Brasil, 2016), sobre uma ocupação no centro de São Paulo, com o objetivo de discutir como a imagem configura um corpo a partir de situações liminares. A proposta é observar a emergência intermitente das imagens e daquilo que é relegado à posição de resto, rastro, e vestígio na estrutura do poder colonial. Dos ossos humanos, que clamam um acerto com um passado escravagista, ao esqueleto de um edifício abandonado pela especulação e reinventado como corpo político por refugiados e sem-tetos brasileiros, a imagem é a instância que conduz as demandas políticas no tempo. É a insistência de uma memória marginalizada, violentada, mas que recusa o apagamento. Como gesto de criação, persistência e (r)existência, a imagem nos serve como instrumento analítico para pensar contextos pós-coloniais e suas sobrevivências
Art · Humanities · History · Migration, Racism, and Human Rights · Race, Identity, and Education in Brazil · Urban and sociocultural dynamics
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |