Prazer e virtude segundo Aristóteles
Bibliographic Data
| ID | 3900261 |
|---|---|
| Authors | Juliana Ortega Aggio (0000-0001-6283-4797, Universidade Federal da Bahia, corresponding author), Juliana Ortegosa Aggio |
| Year | 2013 |
| Volume | 10 |
| Issue | 2 |
| Publication date | 2013-12-09 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | DoisPontos (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1807-3883 • E-ISSN: 2179-7412 |
| Publisher | Universidade Federal do Parana (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5380/dp.v10i2.31870 |
| OpenAlex | W2051958863 |
| Language | PT |
| References cited | 5 |
O presente texto pretende examinar a relação estabelecida por Aristóteles entre prazer e virtude de modo a compreender a seguinte tese aristotélica: o virtuoso não age devido ao prazer, mas necessariamente com prazer. Esta tese será mais bem compreendida com a exposição que faremos da concepção aristotélica de prazer, tal qual elaborada pelo filósofo no segundo tratado do prazer de sua Ética Nicomaqueia. Como veremos, a definição do prazer como um fenômeno cuja existência e natureza dependem inteiramente da existência e natureza da atividade a qual pertence nos permite inferir que o juízo de valor que incide sobre a atividade é o critério de valoração moral do prazer, e não o contrário. Isso significa que o virtuoso julga qual seria a melhor atividade a ser realizada e não qual atividade lhe dará prazer. Com efeito, veremos que o virtuoso deseja realizar certa atividade por ela ser boa e não por ela ser prazerosa, ou seja, embora o prazer não seja a razão da ação, ele será a sua consequência inevitável
Humanities · Classical Philosophy and Thought · Philosophical Ethics and Theory · Philosophy · Psychology · Seventeenth-Century Political and Philosophical Thought
| Highly cited | No |
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