Governação global e ajuda ao desenvolvimento
Dilemas' das Ongis nas periferias do sistema internacional
Bibliographic Data
| ID | 3906008 |
|---|---|
| Authors | Eunice Castro Seixas (0000-0001-5356-6014, Petro-Canada, corresponding author), Eunice Cristina De Castro Seixas |
| Year | 2008 |
| Volume | 02 |
| Issue | 02 |
| Publication date | 2008-12-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | e-cadernos CES (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1647-0737 • E-ISSN: 1647-0737 |
| Publisher | OpenEdition (PUBLISHER) |
| DOI | 10.4000/eces.1429 |
| OpenAlex | W1998769459 |
| Language | PT |
| References cited | 19 |
No sistema humanitário internacional actual ganham preponderância os actores e as políticas do capitalismo neoliberal global, que promovem programas de statebuilding e peace-keeping, num processo que Duffield (2002; 2004; 2007) chama de ‘securitização do desenvolvimento’. Tal ‘securitização do desenvolvimento’ representa uma forma da governação liberal global conter a violência nas ‘borderlands’, aumentando o controle biopolítico sobre as mesmas, de modo a garantir a ‘segurança global’, sendo que, depois do 9-11, a tónica é colocada mais na ideia de ‘segurança’ do que no ‘desenvolvimento’ dos países beneficiários, tornando a escolha dos mesmos, dependente da luta contra o terrorismo e condicional ao objectivo de garantir a segurança na metrópole. Este processo parece evidenciar a ligação das ONGs à soberania. Como é que as ONGIs vivenciam e respondem ao dilema do seu duplo constrangimento – aos Estados e instituições doadoras e aos beneficiários? De que modo é que estes actores colocam a questão do confronto das formas de governação ditadas pelo capitalismo global, com modos diferenciados de governação nos contextos em que intervêm? – O discurso oficial de ONGIs como a Oxfam parece fazer face às actuais críticas à intervenção humanitária, através da inclusão das ideias de ‘accountability’ e de parceria, que, todavia, apenas contribui para a legitimação do modelo neoliberal, mascararando simultaneamente as diferenças e conflitos entre os vários intervenientes do sistema humanitário internacional e criando uma falsa visão de consenso entre os mesmos, ligada a objectivos genéricos de justiça, igualdade e segurança (com a tónica neste último).Mas como é que tal discurso é recontextualizado e operacionalizado no Sul? E que outros actores entram aqui em cena? Em que medida é que a intervenção humanitária contribui para normalizar as práticas de reconstrução social, negando, neste processo, a expressão de conflitos e vozes dissonantes potencialmente positivas? E, pelo contrário, em que medida é que no terreno, o pendor neoliberal do discurso humanitário é apropriado, contestado e transformado pelos novos actores e novas escalas de actuação? Pretende-se levantar hipóteses, antes da ida para o terreno, sobre dois casos: os programas de ajuda ao desenvolvimento da organizações não governamentais (ONG), securitização do desenvolvimento, governação global, intervenção humanitária
Humanities · Political science · Global Peace and Security Dynamics · International Development and Aid · Peacebuilding and International Security · Philosophy
Social Policy and International Interventions in South East Europe
Analysing Discourse
Homo Sacer
International Actors and Social Policy Development in Bosnia-Herzegovina
The Uncertain Future of Russia's Weak State Authoritarianism
Poverty Reduction Strategy Papers
Reclaiming Development? NGOs and the Challenge of Alternatives
Development, Territories, and People
Empire
The Recognition Game
Uses of Social Capital in Russia
A filosofia à venda, a douta ignorância e a aposta de Pascal
A crítica da governação neoliberal
Social Reconstruction and the Radicalization of Development
Why the Economy is Often the Exception to Politics as Usual
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| Highly cited | No |