Holopoesia
De "Holo/Olho" a "Quando
Bibliographic Data
| ID | 3973291 |
|---|---|
| Authors | Eduardo Kac (corresponding author) |
| Year | 2007 |
| Volume | 1 |
| Issue | 2 |
| Pages | 9-19 |
| Publication date | 2007-08-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | No |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Diálogos (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2236-1499 • E-ISSN: 2236-1499 |
| Publisher | Revista Dialogos (PUBLISHER) |
| DOI | 10.13115/2236-1499.2007v1n2p9 |
| OpenAlex | W2329597779 |
| Language | EN |
| References cited | 1 |
O holopoema e o poema concebido, realizado e apresentado holograficamente. Isto implica dizer, a principio, que ele se organiza no espaco tridimensional e, a medida que o leitor o observa, se transforma e da origem a novos significados. Assim, ao ler o poema no espaco, ou seja, ao caminhar ao redor do holograma, o observador modifica constantemente a estrutura do texto. O holopoema nao e um poema em versos transformado em holograma nem um poema concreto ou visual adaptado para holografia. A estrutura sequencial do verso corresponde ao discurso linear, enquanto a estrutura simultaneista do poema concreto ou visual corresponde ao raciocinio ideografico. O poema em versos, impresso no papel, estabeleceu a linearidade do discurso poetico enquanto o poema visual inventou a liberdade das palavras na pagina. Assim como a poesia em versos, a poesia visual tem uma longa tradicao, que comeca na Grecia, com Simias passa pelo Barroco, entra no seculo XX com Marinetti, Tzara, Cummings e Apollinaire e culmina com os poetas experimentais dos anos 60 e 70. Dando continuidade a esta tradicao, mas tentando inaugurar um outro caminho. a poesia holografica comeca em 1983 por libertar a palavra da pagina — atraves de um sistema passivel de reproducao em serie. Diferente do poema visual, ela pretende
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |