Glauber e o cinema escrito de Eduardo Coutinho
Bibliographic Data
| ID | 4068869 |
|---|---|
| Authors | Fábio Pestana Ramos (0000-0002-7812-0489, Hospital de Clínicas da Unicamp, corresponding author) |
| Year | 2020 |
| Issue | 45 |
| Pages | 62-75 |
| Publication date | 2020-12-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Galáxia (São Paulo (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1519-311X • E-ISSN: 1982-2553 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/1982-25532020347692 |
| OpenAlex | W3090579260 |
| SciELO | S1982-25532020000300062 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
O que a sensibilidade, meio brincalhona, meio algoz - o olho ciclope do Glauber-profeta - traz para o filme Câncer (1968) quando nos apresenta o personagem-personalidade 'Eduardo Coutinho', definindo-o como 'homem do caderninho'? Glauber e Coutinho coincidem na desconfiança da escrita e da teoria. Querem abarcar a expressão numa identidade-de-si, plenitude da sensação e da intuição, gesto e voz, reino da substância fonocêntrica. Nosso ponto é atentar, em Eduardo Coutinho, para a instância articuladora/ordenadora que se acopla no modo livre de expressão da linguagem falada. Assim, ela faz diferença e desconstrói, de fora e no modo diferido, a coincidência do outro 'popular' na comunhão da 'voz-face'. É essa instância que desafia a congregação na alteridade, introduzindo uma decalagem de raiz que modula a encenação coutiniana. Promove uma valoração diferida, impedindo a cristalização da empatia como fundo transparente da comunicação
Art · Glauber · Humanities · Physics · Brazilian cultural history and politics · Cultural, Media, and Literary Studies · Literature, Culture, and Criticism · Philosophy
| Highly cited | No |
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