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Ricœur face à morte

A atitude agnóstica e as suas ramificações na obra póstuma Vivo até à Morte

Bibliographic Data

ID4161374
AuthorsRené Armand Dentz (0000-0002-4842-0827, corresponding author)
Year2020
Volume34
Issue2
Pages245-266
Publication date2020-09-16
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueEstudos de religião (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0103-801X • E-ISSN: 2176-1078
PublisherMethodist University of São Paulo (PUBLISHER • BR)
DOI10.15603/2176-1078/er.v34n2p245-266
OpenAlexW3088816267
LanguageFR

Aquilo que surge quando Hamlet se encontra face à morte, é uma questão. A formulação pode até mudar mas, quando o homem se encontra cara a cara com a morte, a disposição de questionamento é quase uma constante. E como poderia esse questionamento não se encontrar na articulação entre, por um lado, uma experiência íntima e pessoal de vida e, por outro, uma especulação sobre noções muito mais gerais, como o que está para lá da morte, ou a própria morte - ou, ainda, a sobrevivência? Essa articulação convida-nos a refletir sobre o uso da vida, sobre as formas de viver ou, ainda, sobre a questão da fé religiosa. Foi isso o que se passou com Ricœur: a sua obra Vivo até à Morte[1], deixada inédita por causa do desaparecimento de Ricœur e que, por isso, só foi publicada após a sua morte, é um testemunho, graças às suas numerosas sugestões de pensamento, de um questionamento vivo que se manteve presente até aos últimos momentos da vida de Ricœur.[1] Ricœur (2011). De ora em diante, referimo-nos a este livro como VM

Humanities · Hermeneutics and Narrative Identity · Philosophy

Highly citedNo
Open DOIOpen Access
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