"Le ceneri di Gramsci", poema de Pier Paolo Pasolini
A Crise De 1956 E a Proposta Da Cultura Extrema
Bibliographic Data
| ID | 4283847 |
|---|---|
| Authors | Paolo Nosella (0000-0001-6272-9073, Universidade Federal de São Carlos, corresponding author) |
| Year | 2019 |
| Volume | 24 |
| Publication date | 2019-01-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Brasileira de Educação (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1413-2478 • E-ISSN: 1809-449X |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/s1413-24782019240038 |
| OpenAlex | W2967967939 |
| SCIELO_PID | S1413-24782019000100600 |
| Language | IT |
A crise atual da esquerda levou-me a meditar sobre a crise dos comunistas, quando, no fatídico XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), em fevereiro de 1956, Khrushchov denunciou oficialmente o estalinismo. A denúncia foi abafada pela burocracia partidária, mas Pasolini não se calou. Foi acusado de comunista herético, de extremista cultural. Hoje, quase todos reconhecem que seus versos tinham razão: "A dor / de vocês de não mais estarem na primeira frente / seria mais pura, se na hora / em que o erro, mesmo sendo puro, se paga, / tivessem a força de se confessarem culpados" ("As cinzas de Gramsci"). O poeta, diante do pobre e severo túmulo de Gramsci, não se envergonhou da acusação, mesmo discordando de certo misticismo cultural presente na fórmula da revista Ragionamenti. Cultura extrema ou máxima, para todo proletariado do campo e da cidade, é a estratégia gramsciana da hegemonia civil, integrando a luta política com a refinada cultura dos clássicos
Art · Humanities · Political science · Political theory and Gramsci
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |