O Tempo e o (E)vento
Efeitos Do Tempo E Do Vento Das Mudanças Em Traduções De Autobiografias De Escritores Afro-Americanos
Bibliographic Data
| ID | 4504165 |
|---|---|
| Authors | Leonardo Moraes Amorim (0000-0001-9141-9840, Universidade Estadual Paulista (Unesp), corresponding author), Lauro Maia Amorim |
| Year | 2017 |
| Volume | 95 |
| Publication date | 2017-06-06 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Letras (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0100-0888 • E-ISSN: 2236-0999 |
| Publisher | Universidade Federal do Parana (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5380/rel.v95i0.47596 |
| OpenAlex | W2622039161 |
| Language | EN |
A tradução de autobiografias é tema pouco investigado nos Estudos da Tradução. Este trabalho pretende fazer uma contribuição analisando traduções de duas autobiografias de escritores afro-americanos: Black boy, de Richard Wright (1908-1960) e I know why the caged bird sings, de Maya Angelou (1928-2014), tendo, como parâmetro de reflexão, os efeitos que a passagem do tempo acarreta para o processo tradutório. Concebida seja por um/uma escritor(a), poeta, musicista ou outro(a) profissional, a autobiografia parece supor a existência prévia de obras (ou atuações) que fizeram do seu/sua autor(a) uma figura célebre. Diferentemente do romance, a autobiografia, pressuporia um compromisso com a "verdade", já que supostamente retrataria eventos que seu/sua próprio(a) autor(a) teria vivido, o que a distanciaria, em tese, da condição de ficcionalidade. Observa-se o papel que o tempo exerce sobre o fazer autobiográfico (em vista da diferença entre o presente da enunciação no ato de narrar e o passado que se busca rememorar pela linguagem), bem como sobre o processo de reenunciação promovido pela tradução, impactada pela passagem do tempo que a separa do texto original. As análises indicam a construção de uma expressividade própria nas traduções, por meio da qual cada uma reimagina o "real" autobiográfico em português
| Highly cited | No |
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