Televisão e crenças sobre a realidade social
Bibliographic Data
| ID | 4904844 |
|---|---|
| Authors | Maria Paula Moreira (Instituto Superior de Teologia Aplicada), Maria Benedicta Monteiro (0000-0002-6961-5033) |
| Year | 2014 |
| Volume | 23 |
| Issue | 1 |
| Pages | 27 |
| Publication date | 2014-01-06 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Psicologia (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0874-2049 • E-ISSN: 2183-2471 |
| Publisher | Associacao Portuguesa de Psicologia (PUBLISHER • PT) |
| DOI | 10.17575/rpsicol.v23i1.316 |
| OpenAlex | W2301029232 |
| Language | PT |
| References cited | 17 |
Este estudo teve como objectivo principal verificar a existência e a natureza da relação prevista entre a exposição à televisão e a percepção sobre determinados aspectos da realidade social, tais como medo de vitimação, desconfiança em relação aos outros e o locus de controlo, tal como foi teorizado por Gerbner e colaboradores na teoria de Cultivação de Crenças, enquanto efeito indirecto da exposição elevada à televisão. Foram inquiridos 226 jovens residentes na cidade de Lisboa, entre os 15 e 18 anos, tendo sido efectuadas ANOVAS sobre os valores obtidos nos três factores de percepção da realidade social encontrados, de modo a averiguar da existência de diferenças nas crenças dos jovens espectadores portugueses quanto ao modo como vêem o mundo à sua volta no que respeita a sentimentos de medo, insegurança e desconfiança em relação aos outros, em função da exposição à televisão (tempo e conteúdos violentos) e das características sócio-demográficas dos participantes. Os resultados indicaram que, nesta amostra portuguesa, existe uma relação entre a exposição à televisão e algumas crenças sobre a realidade social, se bem que não tão linearmente como propuseram Gerbner e colaboradores ao lançarem as bases da Teoria de Cultivação de Crenças. Verificou-se que, no que respeita ao factor Medo Pessoal-Controlo Externo, a alta exposição à televisão tem efeitos contrários consoante o género dos telespectadores: Com o aumento do consumo televisivo para além de 3 horas diárias, só as raparigas acentuam a crença na possibilidade de serem vítimas, apelando mais à segurança através da intervenção das autoridades, enquanto que os rapazes muito assíduos não se percepcionam como prováveis vítimas de violência, aumentando mesmo a percepção de que podem eles próprios controlar essas situações. Não só o tempo de exposição total à televisão, mas também o tipo de programação preferido e visionado, estão igualmente associados às crenças que os jovens partilham: Os que assistem a mais programas violentos manifestam maior medo social, associado à percepção da capacidade individual para assegurar a autodefesa. Uma análise de regressão múltipla mostrou ainda que os três factores de crenças dos adolescentes sobre a realidade social que os rodeia tiveram como principal preditor o tempo de exposição à televisão. DOI: http://dx.doi.org/10.17575/rpsicol.v23i1.316
Humanities · Media Influence and Health · Media Studies and Communication · Philosophy · Psychology · Social Media and Politics
Children, Adolescents, and Television
Social learning theory
Political Correlates of Television Viewing
Living with Television
Television Viewing and Anxiety
Charting the Mainstream
Television and adolescents' sex role stereotypes
Television and Aggression
Aggression
The mass media and judgments of risk
TV Entertainment Programming and Sociopolitical Attitudes
Televised Violence and Paranoid Perception
Television and Its Viewers
Effects of film violence on inhibitions against subsequent aggression
Transmission of aggression through imitation of aggressive models
The Implications of Survey Method for Measuring Cultivation Effects
Symbolic Victimization and Real World Fear
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |