A invenção de uma tradição
As Fontes Históricas No Debate Entre Afrocentristas E Seus Críticos
Bibliographic Data
| ID | 4954834 |
|---|---|
| Authors | Luca Bussotti (0000-0002-1720-3571, IUL, Portugal; Universidade Técnica de Moçambique, Mozambique, corresponding author), Laura António Nhaueleque (0000-0002-2123-0636, Universidade Aberta) |
| Year | 2018 |
| Volume | 37 |
| Issue | 0 |
| Publication date | 2018-06-07 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | História (São Paulo (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0101-9074 • E-ISSN: 1980-4369 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/1980-4369e2018005 |
| OpenAlex | W2808302898 |
| SCIELO_PID | S0101-90742018000100605 |
| Language | PT |
| Citations received | 2 |
| References cited | 9 |
Este artigo visa analisar o uso das fontes históricas no debate entre a corrente filosófica do Afrocentrismo e as críticas que esta recebeu. O Afrocentrismo, principalmente na versão elaborada por Asante, propõe a revisão radical e a superação do paradigma eurocêntrico. O alicerce desta proposta é a ideia de que o pensamento filosófico e científico surgiu em África, nomeadamente na civilização egípcia, considerada "negra", de acordo com a lição de Anta Diop. As provas de matriz histórica utilizadas pelos afrocentristas foram largamente contestadas. O artigo pretende evidenciar a forte ligação entre elaboração filosófica, aparato ideológico e "invenção" duma tradição histórica por parte do Afrocentrismo, cujo uso instrumental das fontes entra em choque com as regras básicas da ciência histórica. Daqui, as duras críticas recebidas, devido à sua escassa fiabilidade epistemológica e metodológica
Humanities · African cultural and philosophical studies · Philosophy
| Unique citing works | 2 |
|---|---|
| Citations per year | 0,5 |
| Citation span | 2022 - 2022 (1) |
| Citation velocity | historical |
| Highly cited | No |
| Citation types | Neutral: 1 |