Escolas Cívico-Militares
Constituição/Rendição De Subjetividades Em Prol De Obediência E Servidão
Bibliographic Data
| ID | 4975658 |
|---|---|
| Authors | Roque Strieder (0000-0002-0007-7628, Universidade do Oeste de Santa Catarina), Andrerika Vieira Lima Silva (0000-0003-4427-9464, Universidade do Oeste de Santa Catarina) |
| Year | 2022 |
| Volume | 47 |
| Pages | e27409 |
| Publication date | 2022-02-04 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Roteiro (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-4311 • E-ISSN: 2177-6059 |
| Publisher | Universidade do Oeste de Santa Catarina (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.18593/r.v47.27409 |
| OpenAlex | W4291952089 |
| Language | ES |
| References cited | 1 |
Nesse estudo pretendemos refletir, para entender melhor o quase apelo ao retorno das forças militares, de mando e obediência, como modelo educacional e de valorização humana. Entender como práticas de sujeição se tornam aceitáveis - estilo servidão voluntária -, reduzindo a pessoa à condição de coisa, numa trama que perpetua a violência e a crueldade, das, e nas relações ditas sociais, reforçando a profunda desigualdade econômica, social e cultural. Partimos das problemáticas: Por que boa parte da população brasileira acredita que a ordem e a disciplina militares são adequadas para crianças e jovens em idade escolar? Quais implicações decorrem da forma(ta)ção cívico militar enquanto constituinte de subjetividade? Quais alternativas esperançar? Para uma compreensão mais profunda e desveladora das contradições e das tensões presentes nessa proposição formativa - escola cívico militar - buscamos apoio em referenciais teóricos construídos por autores como Foucault, Guattari, Maturana, Varela e outros, cujas vertentes reflexivas convidam para debates e envolvimentos de diferentes dinâmicas. Ressaltamos que escolas cívico-militares, nas asas da hierarquia, da dominação, da ordem e da obediência visam muito mais um corpo capturado do que um corpo pessoa constituído nas interações das experiências do viver. Lógicas formativas que aderem ao mando e à obediência exigem rendição a verdades incontestes que, de forma instrumental, enquadram e condicionam. Acreditamos que a experiência do pensar em e como subjetividade, a partir da profanação de dispositivos, da autopoiese como viver educativo e da produção de descontinuidades por parte de educadores, pode contribuir para a superação da lógica do mando e da obediência
Humanities · Sociology · Brazilian cultural history and politics · Gender, Sexuality, and Education · Philosophy · Youth, Drugs, and Violence
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |