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Onde já se viu a filha da empregada sentar na mesa dos patrões

Capital cultural e violência simbólica no filme Que horas ela volta?, de Anna Muylaert

Bibliographic Data

ID4989202
AuthorsDebora Breder (0000-0002-8785-4265, Universidade Católica de Petrópolis), Claudia Alvim (Universidade Católica de Petrópolis)
Year2023
Volume10
Issue22
Pages11-26
Publication date2023-12-31
Peer ReviewedYes
Open AccessNo
TypeARTICLE
VenueAceno - Revista de Antropologia do Centro-Oeste (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2358-5587 • E-ISSN: 2358-5587
PublisherAceno - Revista de Antropologia do Centro-Oeste (PUBLISHER)
DOI10.48074/aceno.v10i22.14936
OpenAlexW4390475789
LanguagePT

Neste artigo analisamos a mise-en-scène da violência simbólica no filme Que horas ela volta? (2015), de Anna Muylaert, que tem como protagonista a empregada doméstica de uma família de classe média alta paulistana, cuja filha pretende cursar Arquitetura na USP. Partindo de uma perspectiva teórico-metodológica que considera que toda mise-en-scène cinematográfica constitui, também, uma mise-en-scène social e simbólica do mundo, analisamos as relações entre as personagens em suas regras implícitas que separam, classificam e hierarquizam, reiterando fronteiras simbólicas na luta de classes cotidiana. Apoiamo-nos na obra de Pierre Bourdieu, sobretudo nos conceitos de habitus e capital cultural, para pensar o embate que constitui o conflito central da trama, que expressa as lutas sociais pelo acesso ao ensino superior

Art · Cultural capital · Habitus · Humanities · Social science · Sociology · Urban and sociocultural dynamics

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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