Zélia e Jorge
Ou a vida feita palavra
Bibliographic Data
| ID | 5081183 |
|---|---|
| Authors | Constância Lima Duarte (0000-0002-4020-8135, Universidade Federal de Minas Gerais, corresponding author) |
| Year | 2014 |
| Volume | 10 |
| Publication date | 2014-01-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Amerika (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2107-0806 • E-ISSN: 2107-0806 |
| Publisher | OpenEdition (PUBLISHER) |
| DOI | 10.4000/amerika.4763 |
| OpenAlex | W1998326009 |
| Language | PT |
Pretendo refletir sobre memorialismo e autobiografia a partir de alguns livros de Zélia Gattai - em especial Chapéu para viagem (1982), Jardim de inverno (1988), Crônica de uma namorada (1995), A casa do Rio Vermelho (1999) e Reportagem incompleta (1987) -, para observar que os sentidos dicionarizados de « autobiografia » e de « memorialismo » não dão conta do trabalho realizado pela escritora. Atuando como autora, narradora e personagem, Zélia Gattai confirma o pacto autobiográfico com os leitores ao revelar a confluência entre experiência vivida e fabulação narrativa. E, para além da própria história de vida, reminiscências familiares e testemunho de fatos da história brasileira, ela registra a história de amor vivida por mais de 50 anos com Jorge Amado, bem como o cotidiano da vida e da carreira do escritor baiano. Com muita sensibilidade ela enfrenta as sutilezas da representação literária, transformando a própria história de vida em ato de discurso literariamente intencionado. E nos lega, principalmente, uma imagem autorizada de Jorge Amado, uma « autobiografia transcrita », por guardar fidelidade às reminiscências e ter tido seu irrestrito aval
Art · Humanities · Cultural, Media, and Literary Studies · Linguistics and Education Research · Literature, Culture, and Criticism
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |