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O eu-nós na poesia de Márcia Kambeba

Identidade, Resistência E Alteridade Na Literatura De Autoria Indígena

Bibliographic Data

ID5253846
AuthorsMaria De Fátima Costa E Silva (0000-0001-8035-1123), Joel Vieira Da Silva Filho (0000-0001-9895-9911), Jose Lima Filho
Year2024
Volume29
Pages01-15
Publication date2024-12-03
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueAnuário de Literatura (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1414-5235 • E-ISSN: 2175-7917
PublisherUniversidade Federal de Santa Catarina (UFSC) (PUBLISHER)
DOI10.5007/2175-7917.2024.e100480
OpenAlexW4408901313
LanguagePT

Este estudo visa uma leitura teórico-crítica dos poemas "Índio eu não sou", "Silêncio Guerreiro" e "União dos povos", presentes no livro Ay Kakyri Tama "eu moro na cidade" (2013; 2018), da pesquisadora e poeta indígena Márcia Wayna Kambeba. Ao ler os poemas, notamos uma lírica kambebiana do "eu-nós", conforme Julie Dorrico (2017), revestida pelo discurso de identidade, resistência e alteridade - este último a partir da estética filosófica de Mikhail Bakhtin, uma vez que, embora seja reconhecido no âmbito dos estudos literários por sua teoria romanesca, em Estética da Criação Verbal (2011), temos conceitos filosóficos atribuídos à escrita de ficção que nos ajudam a pensar na lírica contemporânea de resistência aliada à alteridade. Alteridade poética que lemos, literalmente, na escrita do pronome "nós", suscitando os povos originários e o legado da sabedoria ancestral, conforme os estudos de Daniel Munduruku (2017) e Aline Rochedo Pachamama (2020

Art · Humanities · Cultural, Media, and Literary Studies · Linguistics and Education Research · Literature, Culture, and Criticism

Highly citedNo

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