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Bandido bom é bandido que ninguém vê

Massificação do cárcere em Alagoas e a “cegueira” social insculpida pelo modelo neoliberal

Bibliographic Data

ID5320635
AuthorsBruno Cavalcante Leitão Santos (0000-0001-7556-2348, Centro Universitário Cesmac, corresponding author), F De Assis De França Júnior (0000-0002-6958-920X, Centro Universitário Cesmac), Thais Sarmento Cardoso Wedekin (Centro Universitário Cesmac)
Year2023
Volume17
Issue2
Pages60-83
Publication date2023-08-01
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Brasileira de Segurança Pública (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1981-1659 • E-ISSN: 2595-0258
PublisherRevista Brasileira de Seguranca Publica (PUBLISHER)
DOI10.31060/rbsp.2023.v17.n2.1542
OpenAlexW4385455929
LanguagePT
References cited2

Por muito tempo, a prisão foi meio para a aplicação da punição estatal, e não a punição em si mesma. A mudança de perspectiva sobre a prisão, sobretudo com a disseminação dos ideais democráticos, acabou sendo impulsionada pelo argumento de que, para além de punir, seria preciso recuperar e reinserir o transgressor de maneira útil na sociedade, consolidando-se o que se revelou ser uma importante estratégia política de segregação social, extremada pelo modelo neoliberal, que massifica o cárcere para determinados grupos politicamente não representativos, ampliando-se as desigualdades sociais. No presente artigo, portanto, é dessa dinâmica entre as aspirações do modelo econômico e a alegada utilidade social do cárcere que trataremos, cujo objetivo principal será o de desvelar e analisar criticamente como se dá este ciclo correlacionado de segregação social - desemprego - criminalidade - punição - encarceramento em massa. Nesse sentido, para que se possa alcançar tal objetivo, utilizamos a metodologia hipotético-dedutiva, de base majoritariamente qualitativa, com a articulação da técnica da revisão bibliográfica e da consequente coleta de dados na literatura pertinente e nas bases oficiais sobre o cárcere brasileiro mantidas por veículos oficiais de controle e de punição. Conquanto, para que tal pudesse ocorrer da maneira menos complexa e generalista possível, optamos por ilustrar algumas das reflexões apresentadas com os dados a respeito do estado de Alagoas (um dos mais pobres do Brasil), quer seja por ser o lugar de onde falamos, quer seja por seus indicadores revelarem da maneira mais clara e direta aquilo problematizado

Humanities · Brazilian Legal Issues · Human Rights and Development · Indigenous Peoples' Rights and Law · Philosophy

  • A contribuição de David Garland

    Open Access•Fernando Afonso Salla, Maitê Gauto et al.•Tempo Social•2006

  • O novo paradigma da violência

    Open Access•M Wieviorka•Tempo Social•1997

Highly citedNo

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