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Capitalismo e desigualdade

Bibliographic Data

ID5769241
AuthorsDaví Antunes (0000-0002-8176-1826, corresponding author), Daví José Nardy Antunes
Year2011
Publication date2011-02-18
Peer ReviewedYes
Open AccessNo
TypeTHESIS
PublisherUniversidade Estadual de Campinas (PUBLISHER • BR)
DOI10.47749/t/unicamp.2011.785836
OpenAlexW1886189583
LanguageEN
Citations received2
References cited12

Esta tese procura discutir as relacoes entre o desenvolvimento do capitalismo e a desigualdade social ao longo do tempo, tendo como base a Inglaterra durante o seculo XIX e os EUA desde o inicio do seculo XX. E entao analisado o desenvolvimento do capitalismo e o impacto sobre as estruturas de emprego, decisivas para o entendimento da desigualdade social. Apresentam-se os avancos proporcionados pela Revolucao Industrial, que possibilitou a mecanizacao da producao rural e industrial e a urbanizacao. Como esta vida citadina tambem reclamou muitos servicos, o numero de habitantes precisou crescer ainda mais para dar cabo de todas as necessidades da vida urbana. Se antes a baixa produtividade e a lentidao do trabalho mantinham qualquer tipo de bem escasso, a producao industrial permitiu a superacao da escassez e substituicao do trabalhador por maquinas. Dessa forma, ve-se a forca das transformacoes da economia e seu impacto sobre a vida e o emprego das pessoas, mas tambem e preciso considerar o peso do Estado para a conformacao desta nova sociedade, ao reduzir as desigualdades de renda via impostos e servicos publicos - fonte importantissima de empregos, decisiva para a melhora do mercado de trabalho no pos-guerra. Com a crise dos anos 1970, a ascensao do neoliberalismo e a III Revolucao Industrial, houve alteracao importante nos rumos da estruturacao social. Com a crise, o liberalismo volta a ser dominante, o que restringe a atuacao do Estado e leva a grande regressao social. Concomitantemente, a III Revolucao Industrial reduziu radicalmente a necessidade de trabalhadores, gracas a introducao do computador. Ou seja, num mundo em que os trabalhos da agricultura, da industria e dos servicos produtivos eram reduzidos, tambem o Estado diminuia as oportunidades de emprego. Portanto, os trabalhadores foram deslocados para a provisao de servicos pessoais, o que foi facilitado pela expansao da renda urbana e pela desigualdade social em grande expansao. Apos isto, a enfase passa para as interpretacoes conservadoras. A discussao da tese entao se centra na ideia de Sociedade Industrial e de Sociedade da Informacao. A partir da crise dos setenta, o foco da critica foi alterado para o ataque ao Estado interventor e as benesses estatais, vistas como nefastas. Para finalizar, e feita a critica de tais teses: primeiro, mostra-se a dificuldade destas interpretacoes em lidar com o que efetivamente ocorreu. Depois, o problema da concorrencia individual: a defesa neoliberal da concorrencia livre supoe a justeza da mesma, o que e contradito pelos fatos e por uma interpretacao mais adequada da competicao individual, que possui dinâmica movida pela permanente criacao e destruicao de monopolios economicos e sociais. Isto dentro dos marcos de um desenvolvimento capitalista em que a mecanizacao da producao restringe as necessidades de trabalho e o Estado condiciona estes movimentos - o que, no caso dos EUA de hoje, leva a uma ampliacao da desigualdade e dos servicos pessoais. Deste modo, apos a discussao desta tese, as relacoes entre o desenvolvimento capitalista e a desigualdade social podem se tornam mais claras Abstract

Neoliberalism (international relations · Economic Theory and Policy · Housing, Finance, and Neoliberalism · Political Economy and Marxism

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Unique citing works2
Citations per year0,18
Citation span2015 - 2022 (8)
Citation velocityhistorical
Highly citedNo
Citation typesNeutral: 2

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