Lila, uma criança-bruxa
Representação da infância em A amiga genial, de Elena Ferrante
Bibliographic Data
| ID | 5780442 |
|---|---|
| Authors | Bruna Fontes Ferraz (0000-0002-9136-6838), Eduarda Duarte Pena (0000-0002-3411-3316) |
| Year | 2025 |
| Volume | 38 |
| Issue | 1 |
| Publication date | 2025-05-19 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Investigações (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-1320 • E-ISSN: 2175-294X |
| Publisher | Universidade Federal de Pernambuco (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.51359/2175-294x.2025.265423 |
| OpenAlex | W4410815800 |
| Language | PT |
Analisaremos a representação da infância da personagem Lila de A amiga genial, de Elena Ferrante, caracterizada por sua irreverência. Considerando que a descrição de Lila tende a associá-la ao mal, basear-nos-emos, sobretudo, nos estudos de Silvia Federici, para quem a imagem da bruxa foi tecida para perpetuação de uma sociedade capitalista e patriarcal que subjugava a mulher. Assim, marcada pela pobreza e pela violência masculina, Lila ressentiu-se com a própria marginalização, adotando uma língua ferina. Embora tenha sido descrita como uma criança-bruxa por guardar essas características, observaremos que ela não conseguiu resistir às investidas de uma comunidade hostil às mulheres
| Highly cited | No |
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