Fiçcão visionária e anticolonialidade no filme "o que não tem espaço está em todo lugar", de Jota Mombaça
Bibliographic Data
| ID | 5796884 |
|---|---|
| Authors | Fernando Gonçalves (0000-0003-4886-3166, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, corresponding author) |
| Year | 2023 |
| Volume | 22 |
| Issue | 46 |
| Pages | 187-206 |
| Publication date | 2023-11-30 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Cadernos PROLAM/USP (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1676-6288 • E-ISSN: 1676-6288 |
| Publisher | Universidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (PUBLISHER) |
| DOI | 10.11606/issn.1676-6288.prolam.2023.211328 |
| OpenAlex | W4389373072 |
| Language | PT |
| References cited | 2 |
O artigo discute o filme-ensaio "O que não tem espaço está em todo lugar" (2020), da artista visual Jota Mombaça, que realiza debates sobre racismo interseccionado com classe, gênero e sexualidade através de textos, performances, instalações, filmes e fotografias. Realizado durante a pandemia do Covid-19, o filme é uma espécie de diário de viagem fabulado a partir da ressignificação de arquivos de deslocamentos da artista entre Lisboa, Fortaleza e Berlim. Com ele, a artista faz um manifesto contra a violência e exclusão de corpos e subjetividades que não se encaixam no modelo moderno-capitalístico do homem ocidental, branco, cisgênero e heterossexual. O texto discute as operações enunciativas acionadas no filme e seu papel na crítica de Mombaça a essas lógicas de violência. Conclui-se que tais estratégias, por um lado, impregnadas de gestos de errância, velocidade e instantaneidade, corporificam dores e interdições, mas, por outro, implicam um pacto com a vida, no qual corpos e subjetividades dissidentes, exatamente por não poderem existir no mundo, precisam ser afirmados em todo lugar
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |