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Epistemologias do Agreste

Reflexões E Constructos Dos Saberes Populares Agrestinos

Bibliographic Data

ID5811857
AuthorsOtávio Chaves Dos Santos Prema (Universidade Federal da Paraíba), Everaldo Fernandes Da Silva (0000-0002-8974-0878, Universidade Federal de Pernambuco), Allene Carvalho Lage (0000-0002-9936-3033, Universidade Federal de Pernambuco), Maria Aparecida Vieira De Melo (0000-0001-8683-525X, Universidade Federal do Rio Grande do Norte)
Year2023
Volume8
Issue3
Publication date2023-07-31
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueDiversitas Journal (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2525-5215
PublisherUniversidade Estadual de Alagoas (PUBLISHER • BR)
DOI10.48017/dj.v8i3.2485
OpenAlexW4385456156
LanguageEN
References cited2

Este artigo é fruto de uma dissertação de Otávio A. Chaves R. dos Santos, sob orientação da Doutora Allene Carvalho Lage, assim como de reflexões do Grupo de Estudo Filosofia Latino-americana da Universidade Federal de Pernambuco - Campus Agreste. Apoiados no pressuposto de que há uma epistemologia das populações do Agreste de Pernambuco, os autores ensejam compreender as condições de elaboração, organização, linguagens e produção dos saberes populares construídos por homens e mulheres da artesania das letras, do barro, dos cuidados terapêuticos (benzedeiras e raizeiros) e do cultivo da terra. O presente estudo quer, especificamente, evidenciar os estruturantes, a dinâmica e os processos específicos das Epistemologias do Agreste pernambucano. Este estudo em questão está fundamentado nas Epistemologias do Sul, sublinhado, sobremaneira, por Santos (1983; 2010), por Fals Borda (1995), Brandão (1994) e por Arroyo (2012). A metodologia adotada é de natureza exploratória, cunhada pelo método do Caso Alargado (Lage,2013) que propiciou tanto a eleição das ferramentas de coleta como a técnica de análise dos dados. Os resultados obtidos foram: a) há uma íntima relação entre as condições vividas e a elaboração de sentidos e saberes produzidos pelos sujeitos; b) há um arcabouço estrutural e, ao mesmo tempo, dinâmico e próprio de produzir conhecimento das populações agrestinas; c) a Educação Popular é convidada a (re)visitar-se a partir das epistemologias agrestinas que suscitam outras fontes, instrumentos e modos organizativos dos sujeitos populares pronunciarem suas cosmopercepções e suas contribuições para uma educação dialógica e crítico-transformadora; d) estas epistemologias emergem do cotidiano vivido e refletido a partir dos ciclos da natureza, da troca de saberes e das (auto)narrativas dos sujeitos sociais nativos e/ou residentes

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