Terra mercadoria, terra vazia
Povos, Natureza E Patrimônio Cultural
Bibliographic Data
| ID | 5812875 |
|---|---|
| Authors | Carlos Frederico Marés De Souza Filho (0000-0001-6529-6058, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, corresponding author) |
| Year | 2015 |
| Volume | 1 |
| Issue | 1 |
| Pages | 57-71 |
| Publication date | 2015-11-02 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | InSURgência revista de direitos e movimentos sociais (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2447-6684 • E-ISSN: 2447-6684 |
| Publisher | Biblioteca Central da UNB (PUBLISHER) |
| DOI | 10.26512/insurgncia.v1i1.18789 |
| OpenAlex | W2280570842 |
| Language | EN |
| Citations received | 3 |
A cultura proprietária moderna e capitalista entende a terra como mercadoria e para que seja uma efetiva mercadoria deve estar vazia. Tudo o que tornar a terra permanentemente ocupada, como a natureza animal e vegetal, os índios e as populações tradicionais, são obstáculos para o exercício do direito de propriedade e considerado entrave ao livre desenvolvimento capitalista. Neste mesmo sentido, em relação à terra urbana, o patrimônio cultural edificado exerce o mesmo entrave à concepção capitalista de mercantilização do valor da terra e dos seres e recursos presentes em seu contexto. A terra passou a ser uma mercadoria em si, com tanto mais valor quanto mais vazia estiver. Por isso os povos das florestas, as populações que usam a terra segundo suas tradições coletivas, a natureza viva, as plantas e os animais, e as edificações protegidas como patrimônio cultural são considerados entraves, obstáculos para a livre comercialização da terra
| Unique citing works | 3 |
|---|---|
| Citations per year | 1,5 |
| Citation span | 2024 - 2024 (1) |
| Citation velocity | recent |
| Highly cited | No |
| Citation types | Neutral: 3 |