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Controle judicial das políticas públicas

Contribuição ao estudo do tema da judicialização da política pela abordagem da análise institucional comparada de Neil K. Komesar

Bibliographic Data

ID5826528
AuthorsArthur Badin (corresponding author)
Year2011
Publication date2011-04-27
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeTHESIS
PublisherUniversidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (PUBLISHER)
DOI10.11606/d.2.2011.tde-12092012-151652
OpenAlexW1540453274
LanguageES
References cited24

As políticas públicas decorrem de escolhas a respeito de fins, meios e prioridades da ação estatal. O judiciário vem desempenhando papel cada vez mais destacado tanto no desenho como na implementação de políticas públicas. Sua participação ocorre, sobretudo, quando do controle judicial de atos administrativos e legislativos. Nessa oportunidade, fins e meios que haviam sido escolhidos pelos demais Poderes sujeitam-se à revisão judicial, dada a inafastável subordinação dessas escolhas ao ordenamento jurídico. Esse fenômeno, comumente denominado judicialização da política, introduz outro nível de escolha, além daquelas a respeito dos fins (o que?) e dos meios (como?): a escolha a respeito de quem deve fazer essas escolhas (quem?). Subjacente ao debate sobre os limites da revisão judicial das políticas públicas está, consciente ou inconscientemente, a busca por saber qual a instituição mais vocacionada a decidir sobres as variáveis fins e meios da forma mais aderente ao interesse público. O tema é enfrentado por uma vasta literatura, compilada segundo o tipo de abordagem: dogmática/deontológica, institucional/consequencialista, teoria política e crítica da capacidade institucional. O presente trabalho pretende contribuir para o debate introduzindo duas críticas. A primeira, relativa à tradicional abordagem dogmática/consequencialista, volta-se contra a crença disseminada nas escolas de direito e tribunais de que os fins e meios das políticas públicas estão previamente dados no ordenamento jurídico, bastando uma mais ou menos sofisticada técnica de interpretação para serem revelados. Sem dúvida, o discurso dogmático-jurídico, por sua racionalidade própria, contribui (de forma não exclusiva) para a construção coletiva do sentido da ação e dos fins do Estado. Todavia, a depender de qual instituição for encarregada de fazer, na prática, a escolha a respeito dos fins, meios e prioridades da ação estatal, haverá diferentes resultados. Em uma frase, a escolha de quem escolhe pode ser a escolha do que se escolhe. Por essa razão, ao lado do debate a respeito dos fins da ação estatal, deve o juiz ou o formulador de política pública levar em consideração também a análise institucional. Essa formulação não deixa de ser o objeto central dos trabalhos recolhidos sob a designação crítica da capacidade institucional, para os quais determinadas características institucionais do judiciário limitam sua capacidade de lidar com questões coletivas. Entretanto, os trabalhos dessa abordagem centram o foco apenas e tão somente nas falhas institucionais do processo adjudicatório, sem compará-las com as falhas e limitações das demais instituições, em especial o processo político (executivo e legislativo) e o processo de trocas (mercado). Contra essa abordagem monoinstitucional é que se volta a segunda crítica: sendo todas instituições imperfeitas, é imprescindível uma análise institucional comparada, que pondere as forças e fraquezas relativas de cada uma. A serviço do argumento, é apresentada a teoria da análise institucional comparada, de Neil K. Komesar (1994), e a metodologia de análise que propõe para a tarefa: o modelo centrado na participação

Political science · Corruption and Economic Development · Law, Economics, and Judicial Systems · Regulation and Compliance Studies

  • Politics, economics, and welfare

    Robert Alan Dahl•Politics, economics, and welfare•1992

  • The courts and social policy

    Donald L Horowitz•The courts and social policy•1977

  • Toward a theory of the rent-seeking society

    Gordon Tullock, James M Buchanan et al.•Toward a theory of the…•1980

  • Constitutions and democracies

    Open Access•Cass R Sunstein•Constitutionalism and Democracy•1988

  • The Forms and Limits of Adjudication

    Lon L Fuller, Kenneth I Winston et al.•Harvard Law Review•1978

  • The Theory of Economic Regulation

    George J Stigler•The Bell Journal of Economics and…•1971

  • The citizen and the State

    George J Stigler•The citizen and the State•1975

  • An economic theory of democracy

    Anthony Downs•An economic theory of democracy•1985

  • Veto Players

    George Tsebelis•Veto Players•2002

  • The Costs of Tragedy

    Open Access•Martha C Nussbaum•The Journal of Legal Studies•2000

  • Forced synthesis of trace amounts of juvenile hormone II from propionate by corpora allata of a juvenile hormone III-producing insect

    Open Access•Ira Katznelson, R Feyereisen et al.•Experientia•1988

  • The Welfare Costs of Tariffs, Monopolies, and Theft

    Gordon Tullock•Theory Of Rent Seeking•2008

  • The Logic of Collective Action

    Mancur Olson•Logic of Collective Action•1965

  • Aplicabilidade das Normas Constitucionais

    Open Access•José Silva•Pensar - Revista de Ciências…•1993

  • Institutional Choice and Political Faith

    Open Access•Thomas W Merrill•Law & Social Inquiry•1997

  • On the state, democratization and some conceptual problems

    Open Access•Guillermo O’donnell, Guillermo O'Donnell•World Development•1993

  • The Strategic Constitution

    Keith E Whittington, Robert D Cooter•American Journal of Legal History•2000

  • Institutionalism as a Methodology

    Open Access•Daniel Diermeier, Keith Krehbiel•Journal of Theoretical Politics•2003

  • Judging Socialist Reform

    Open Access•Alec Stone•Comparative Political Studies•1994

  • A Theory of Competition Among Pressure Groups for Political Influence

    Gary S Becker•The Quarterly Journal of Economics•1983

  • The Twentieth-Century Revolution in Family Wealth Transmission

    John H Langbein•Michigan Law Review•1988

  • Political Solutions to Market Problems

    Open Access•Kenneth A Shepsle, Barry R Weingast•American Political Science Review•1984

  • Os direitos sociais em xeque

    Open Access•Rolf Kuntz, Rolf Nelson Kuntz•Lua Nova Revista de Cultura e…•1995

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