A contra-reforma agrária do banco mundial e os camponeses no Ceará - Brasil
Bibliographic Data
| ID | 5847744 |
|---|---|
| Authors | Alexandra Maria De Oliveira (0000-0002-1698-5436, corresponding author) |
| Year | 2005 |
| Publication date | 2005-11-09 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | THESIS |
| Publisher | Universidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (PUBLISHER) |
| DOI | 10.11606/t.8.2005.tde-18072006-132037 |
| OpenAlex | W2535600593 |
| Language | PT |
| Citations received | 1 |
| References cited | 1 |
n Esta tese analisa a política de crédito fundiário no Ceará, posta em prática pelos governos estadual e federal em parceria com o Banco Mundial a partir de 1996. A forma pela qual o Estado foi levado a dar início e desenvolver a reforma agrária de mercado" no Ceará, recoloca problemas importantes: a questão da reforma agrária e o acesso à terra pelos sem terra, o problema da estrutura fundiária no Ceará, no Nordeste, e em outras regiões. Simultaneamente, repõe o problema da adaptação" de moradores de condição, parceiros, rendeiros e migrantes temporários ao mercado capitalista. A reflexão sobre a contra-reforma agrária do Banco Mundial e os camponeses passa pela discussão acerca do desenvolvimento territorial contraditório, desigual e combinado, desenvolvido no interior da Geografia agrária. A pesquisa foi desenvolvida a partir de um estudo transversal realizado em oito assentamentos criados a partir dos projetos São José e Cédula da Terra, partes constitutivas da denominada reforma agrária de mercado" no Ceará. A implementação da reforma agrária de mercado" no Ceará, tem significado a reativação do mercado de terras contribuindo para a ampliação das relações, especificamente capitalistas no campo como a apropriação da renda capitalizada da terra por proprietários de terras rentistas. Os assentamentos como frações do território conquistadas se constituíram com base na propriedade familiar que é uma forma de propriedade diferente da propriedade privada capitalista. A apropriação familiar e o desenvolvimento de formas de trabalho como o individual (familiar), a prática de ajuda mútua, o uso comum da terra e o trabalho coletivo revelam a ocorrência de formas alternativas para a propriedade privada imposta pelo Estado. Existe, portanto, um sério conflito entre o regime de propriedade privada implementado sob a lógica de mercado do Estado e a concepção de propriedade familiar reproduzida pelos camponeses e legitimada com o apoio dos movimentos sociais e das entidades camponesas em luta pela reforma agrária no país. \n
Art · Humanities · Political science · Agriculture, Land Use, Rural Development · Rural Development and Agriculture
| Unique citing works | 1 |
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| Citations per year | 0,14 |
| Citation span | 2019 - 2019 (1) |
| Citation velocity | historical |
| Highly cited | No |
| Citation types | Neutral: 1 |