O Édipo de Foucault não é o de Freud
Bibliographic Data
| ID | 5863306 |
|---|---|
| Authors | Maria Rodrigues Pereira (0000-0002-0977-9124, Universidade Federal de Minas Gerais, corresponding author), Marcelo Ricardo Pereira |
| Year | 2010 |
| Volume | 11 |
| Pages | 168 |
| Publication date | 2010-04-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | ETD - Educação Temática Digital (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1676-2592 • E-ISSN: 1676-2592 |
| Publisher | Universidade Estadual de Campinas (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.20396/etd.v11iesp..905 |
| OpenAlex | W2220806871 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
O Édipo, como o homem que sabia demais, era por isso o homem da ignorância. Foucault, diferente de Freud, estabelece um Édipo historicizado no tempo da passagem da forma jurídica do "regime de provas" à do "sistema de inquérito", culminando no que chamou de o "exame" - nome lacônico que dá às ciências humanas. Porém, não há como mencionar a tragédia sofocliana sem tocar na hermenêutica psicanalítica, e sobre isso Foucault é implacável: a Psicanálise é um dispositivo discursivo de poder, uma ciência disciplinar, contendora do desejo. Mas a Psicanálise não deve ser emparelhada à Psiquiatria, por exemplo. A "razão" freudiana reside justamente numa tensão paradoxal entre dar voz à singularidade e, ao mesmo tempo, reafirmar universais históricos da cultura. Édipo não é uma nosografia, mas o que detém um "saber que não se sabe": o do inconsciente. Se ele é o homem do inconsciente em Freud, em Foucault ele será o da ignorância. Nisso, ambos se confluem: o homem moderno para sempre está "dissolvido
Epistemology · Humanities · Unconscious mind · Gender, Sexuality, and Education · Philosophy · Psychoanalysis and Psychopathology Research · Psychology and Mental Health
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |