Racismo Recreativo Nos Corpos-Território De Adolescentes Negras Na Escola
Bibliographic Data
| ID | 5868038 |
|---|---|
| Authors | Erika Benigna Nascimento (0000-0003-4893-0955, Secretaria de Estado de Educação (SEE), Brasil), Maria Celeste Reis Fernandes De Souza (0000-0001-6955-5854, Universidade Vale do Rio Doce), Fernanda Cristina De Paula (0000-0003-1066-7901, Universidade Vale do Rio Doce) |
| Year | 2024 |
| Volume | 40 |
| Publication date | 2024-01-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Educação em Revista (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0102-4698 • E-ISSN: 1982-6621 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/0102-469845873 |
| OpenAlex | W4400361467 |
| SCIELO_PID | S0102-46982024000100238 |
| Language | PT |
| References cited | 6 |
O objetivo deste artigo é trazer à visibilidade a utilização do humor como mecanismo do racismo estrutural e as marcas deixadas nos corpos-território de adolescentes negras, estudantes da educação básica de uma escola pública da cidade de Governador Valadares - MG. O estudo apoiou-se em autores que discutem raça e autoras do feminismo negro, operando conceitualmente com racismo recreativo, interseccionalidade e corpo-território. O material empírico foi produzido em oficinas temáticas e as narrativas trazidas pelas 12 estudantes, participantes da pesquisa, foram analisadas por meio da análise episódica. Os episódios narrados denunciam as marcas nos corpos-território dessas adolescentes, assim como a naturalização de opressões de raça e gênero, instrumentalizadas pelo racismo recreativo que comparece no cotidiano escolar. Esse comparecimento cria e reafirma estereótipos sobre a categoria "mulher negra", provoca desejos de afastamento da escola para não serem alvo de "piadas" e/ou "brincadeiras", e questionamentos sobre suas próprias humanidades, ao refletirem se suas aparências se assemelham aos animais utilizados para "xingá-las". As adolescentes denunciam os silenciamentos da escola frente a esse tipo de "humor", tensionando a sua naturalização e nos provocam, como educadores/as, a nos posicionarmos contra esses silenciamentos que engendram exclusões e a naturalização do racismo, entre outros mecanismos, os disfarçados de humor, mas que precisam ser nomeados como racismo recreativo
Art · Humanities · Sociology · Cultural, Media, and Literary Studies · Race, Identity, and Education in Brazil · Rural and Ethnic Education
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |