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Reflexões sobre a câmara mirim e o brinquedo improfanável

Bibliographic Data

ID5912701
AuthorsAndré Cechinel (0000-0002-6620-3447, Universidade do Extremo Sul Catarinense), Ruth Mueller (0000-0001-6637-2948, Universidade do Extremo Sul Catarinense), Rafael Rodrigo Mueller
Year2017
Volume35
Issue4
Pages1182-1195
Publication date2017-12-21
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Perspectiva (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0101-2908 • E-ISSN: 2178-5937
PublisherUniversidade Federal de Santa Catarina (PUBLISHER • BR)
DOI10.5007/2175-795x.2017v35n4p1182
OpenAlexW2803474784
LanguagePT

O presente ensaio propõe-se a discutir a Câmara Mirim - projeto educativo brasileiro por meio do qual as crianças, após processo seletivo escolar, são convidadas a desempenhar papel político semelhante ao dos deputados na formulação de leis - como proposta que, em vez de ouvir a política característica da infância, estranha e inapreensível, acaba por lhe impor uma forma de intervenção adultocêntrica e, dessa forma, silenciadora. Para tanto, o texto divide-se em duas etapas: primeiro, discute-se a relação entre infância, brincadeira e profanação, para, a seguir, abordar-se o vínculo entre as escolas e a Câmara Mirim como exemplo de submissão do processo educativo a demandas do mundo adulto. Em resumo, se a política da infância interpela a vida adulta sob o ponto de vista da diferença, a estetização da política, tal como praticada pela Câmara Mirim, insere as crianças num mundo ao mesmo tempo previsível e como que inevitável

Humanities · Philosophy · Social and Political Issues

Highly citedNo

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