O Enem como política de avaliação e as contradições ao processo de democratização educacional
Bibliographic Data
| ID | 5912951 |
|---|---|
| Authors | Feliciano Montero Garcia (0000-0003-0121-0416, Universidade Federal do Amazonas), Rafaela Silva Marinho Caldas (0000-0002-6310-198X, Secretaria Municipal de Educação de São Paulo), Gracimeire Castro Torres (Universidade Federal do Amazonas) |
| Year | 2021 |
| Volume | 39 |
| Issue | 3 |
| Pages | 1-21 |
| Publication date | 2021-12-02 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Perspectiva (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0101-2908 • E-ISSN: 2178-5937 |
| Publisher | Universidade Federal de Santa Catarina (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5007/2175-795x.2021.e68157 |
| OpenAlex | W4200584326 |
| Language | PT |
O artigo discute o Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM enquanto política de avaliação no contexto da reforma do Estado, ocorrida a partir da década de 1990 e as contradições ao processo de democratização educacional. Parte dos fundamentos que originara a política de avaliação do Ensino Médio no Brasil, abordando sobre o termo exame que se apresenta controverso ao conceito de avaliação compreendida como meio para o alcance dos objetivos do processo educacional (ESTEBAN, 2009), ainda discute o caráter de seletividade, mesmo apresentando-se como uma política democrática. O aporte teórico incluiu autores que abordam a temática, privilegiando a produção da área da educação, destacando-se, Barriga (1994), Behring e Boschetti (2009), Canan (2016), Krawczyk (2011,2018), Saviani (2001, 2018), Peroni (2003), Silva e Melo (2018). É uma pesquisa de natureza qualitativa e fonte bibliográfica com base na LDBEN 9394/96 (BRASIL, 1996) e portarias que instituíram o ENEM. Os resultados apontam o Enem como uma política de avaliação instituída no contexto do Estado capitalista por ser um instrumento para o alcance de interesses neoliberais, pois entendida como parte do processo de descentralização e privatização em que o Estado deixa de ser responsável direto pela execução das demandas sociais e os sujeitos envolvidos no processo educacional acabam sendo responsabilizados pelo fracasso ou sucesso dos resultados, promovendo a competição entre instituições, além de intensificar o dualismo histórico existente no ensino médio, ou seja, o caráter de terminalidade para o mundo do trabalho e a educação preparatória para o prosseguimento dos estudos no nível superior
Humanities · Political science · Sociology · Business and Management Studies · Education and Public Policy · Education Pedagogy and Practices · Philosophy
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |