Ser contemporâneo, sobrevivendo às classificações do pensamento sociológico
Bibliographic Data
| ID | 6169386 |
|---|---|
| Authors | Augusto Santos Silva (0000-0002-2270-0185, Universidade do Porto, corresponding author) |
| Year | 2014 |
| Issue | 76 |
| Publication date | 2014-07-07 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Sociologia Problemas e Práticas (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0873-6529 • E-ISSN: 2182-7907 |
| Publisher | Editora Mundos Sociais (PUBLISHER • PT) |
| DOI | 10.7458/spp2014763482 |
| OpenAlex | W2003917132 |
| Language | PT |
| References cited | 4 |
O pensamento sociológico é muito influenciado por classificações de natureza dicotómica. Uma, especialmente influente, é a que se organiza em torno da categoria de modernidade, e que opõe quer moderno a pré-moderno, quer pós-moderno a moderno. Mas o que queremos dizer quando usamos estas categorias e fazemos este tipo de oposições binárias? Elas ainda fazem sentido hoje, para a teoria sociológica? Elas só podem ser empregues em dicotomias, ou há formas alternativas e mais produtivas? Este artigo procura responder a estas questões. Primeiro, mostra a enorme influência cultural e teórica da ideia de modernidade e das categorias que dela decorrem. Depois, que estas categorias devem ser consideradas na sua tensão relativa: ainda somos modernos e já não somos só modernos. Em seguida, que a redução dessa tensão à forma de uma dicotomia empobrece e enviesa a explicação sociológica. Finalmente, o artigo sugere um posicionamento ao mesmo tempo mais modesto e mais aberto, em matéria epistemológica: definirmo-nos apenas como contemporâneos, isto é membros da nossa circunstância, mas capazes de mobilizar todas as possibilidades que ela nos confere
Humanities · Sociology · Critical Theory and Philosophy · Globalization and Cultural Identity · Philosophy · Social and Economic Solidarity
| Highly cited | No |
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