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O Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas

Notas sobre o Direito Antropofágico

Bibliographic Data

ID7981690
AuthorsAlexandre Nodari (0000-0001-9519-145X, corresponding author)
Year2009
Volume8
Issue1
Pages121-142
Publication date2009-08-26
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenuePrisma Juridico (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1677-4760 • E-ISSN: 1983-9286
PublisherUniversidade Nove de Julho (PUBLISHER • BR)
DOI10.5585/prismaj.v8i1.1592
OpenAlexW2064009303
LanguagePT

A constituição dos Estados modernos se dá em um movimento duplo: uma apropriação “primordial”, seguida de sua sacralização na esfera do Direito (e da identidade), ou seja, ampara-se na ideia de propriedade fundada na ocupação. Para as nações periféricas, fazer uso do mesmo procedimento significa recair no princípio que as excluiu enquanto eram colônias, como de fato aconteceu na concepção de Brasília, por exemplo. Todavia, na esteira das comemorações do centenário da independência brasileira (1822-1922), o movimento modernista – renegado, hoje, pelas fronteiras disciplinares do conhecimento, ao estudo no campo das letras e das artes – buscou questionar os princípios que baseiam este modelo de constituição nacional. É o caso da Antropofagia, abordada neste artigo, e de sua formulação “jurídica”: a “teoria do grilo”, da “posse contra a propriedade

Humanities · Literary and Philosophical Studies · Literature, Culture, and Criticism · Philosophical and Cultural Analysis · Philosophy

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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