Alexandre Nodari
Biographic Data
| ID | 10 |
|---|---|
| NAME | Alexandre Nodari |
| GIVEN NAMES | Alexandre |
| FAMILY NAME | Nodari |
| SIGNATURE | NODARI A |
| AFFILIATIONS | Universidade Federal do Paraná |
| ORCID | 0000-0001-9519-145X |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 17 |
| TOTAL CITATIONS | 41 |
| AUTHOR COUNT | 17 |
| EDITOR COUNT | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2008 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2026 |
| H-INDEX | 2 |
“O velho Inácio makuxi” e a “lenda indianizada de Noé”
Dizer que a forma composicional de Macunaíma é rapsódica é mais que um truísmo: a própria categorizaçção da obra como uma “rapsódia” na segunda edição o explicita. Contudo, a apreciação crítico-teórica disso raramente passou do nível da generalidade: afirma-se que o arranjo narrativo é rapsódico, sem que se especifique qual(is) rapsodo(s) serve(m) de modelo — o rapsodo da antiguidade grega, o cantador nordestino, etc. — ou se analise a costura ra…
Três Re-Traduções Ou Variações Tradutórias De Ka a-Eté, De Márcia Wayna Kambeba
Apresentamos, neste artigo, três re-traduções do poema em tupi antigo Ka a-eté, da poeta indígena contemporânea Márcia Wayna Kambeba. Cada uma das retraduções, que se afasta deliberadamente da tradução da própria poeta, já que não se trata de contestá-la, guia-se por um princípio diferente: a primeira é etimológica; a segunda, toma o Ka aeté do título como os Caeté; a terceira, aproxima o poema de outro, A lágrima de uma floresta, de Nísia Flores…
Andanças Literárias Do Escritor Indígena Tiago Hakiy
A seguir acompanhem o breve bate-papo que tivemos com Tiago Hakiy. Nesta entrevista, ele comenta um pouco sobre a sua trajetória de vida como escritor e o processo de criação de suas obras, assim como a importância das literaturas indígenas no Brasil
"Revisitando a "Carta Guarani Kaiowá
Apresentação do dossiê Revisitando a "Carta Guarani Kaiowá": Repercussões, retomadas, pelos editores convidados, Adalberto Müller e Alexandre Nodari
Aparentar(-Se) a Outro
Busca-se repensar categorias da poética ocidental pelo seu contraste com poéticas ameríndias num exercício de equivocação e não de equivalência. Ou seja, investigar de que modo conceitos da teoria literária podem ser relidos (deslocados) a partir do contato entre práticas verbais de distintas ordens e naturezas. Isso comporta uma dificuldade prévia, sobre o estatuto do que chamamos de “literatura”, que não corresponde ao(s) lugar(es) daquilo que …
A metamorfologia de Macunaíma
O artigo busca esboçar novos caminhos de leitura de Macunaíma, demonstrando como a rapsódia está sobredeterminada por (ao menos) dois regimes de enunciação e imaginação (e corolariamente dois regimes criativos e temporais): o “ocidental” e o “ameríndio”. Adiantando uma série de questões da etnologia americanista contemporânea, a narrativa, enquanto sintoma da procura impossível pelo Brasil, operaria constantes transposições e equivocações entre u…
A tradução da/dá origem
Essas notas, apesar de seu tom muitas vezes excessivamente afirmativo, visam, antes de mais nada, situar um campo problemático, um conjunto de problemas comum ou transversal a práticas discursivas diversas: a prosa de ficção, com destaque para o gênero romance e a ficção científica, o mito, o canto xamânico, etc. Qual a sua relação originária com a tradução? Como podemos repensar esta a partir da imagem do encontro de mundos
O indizível manifesto
A partir da leitura de algumas obras de Clarice Lispector, em especial A paixão segundo G.H. e Água viva, a impossibilidade da linguagem apreender a coisa é colocada sob um outro enfoque, ressaltando a continuidade ontológica entre palavras e coisas. Para tanto, mobilizam-se figuras conceituais de seus textos, tais como o intervalo, a sombra, a manifestação e o ex-possível
Limitar o limite
Diante da catástrofe ambiental em curso, o debate sobre os limites (materiais, planetários) vem ao primeiro plano: como lidar com eles?, como agir em relação a eles? O exercício aqui proposto é uma breve e seletiva cartografia de práticas políticas, estéticas e teóricas que, lidas sob o manto de uma noção revisitada de subsistência e da Antropofagia de Oswald de Andrade, constituem estratégias que fogem à alternativa infernal da lógica da lei e d…
(Outra) Gente
A crítica se debruçou exaustivamente sobre a duplicidade do Grande sertão: veredas, apontando a sua função estrutural seja para a forma, seja para o conteúdo do romance. Seguindo a esteira aberta por João Adolfo Hansen, pode-se dizer que tal duplicidade, antes de ser valor em si ou caminho para a unidade, constitui as veredas pela qual o sertão se abre à multiplicidade, e a encruzilhada se torna redemoinho. Para tanto, há que se atentar para o pa…
A questão (indígena) do Manifesto Antropófago
O mais conhecido dos aforismos do Manifesto Antropófago lançava uma questão, Tupi or not tupi?, que terminou por ser obliterada pela sua conversão em lema identitário. O que nos propomos aqui é mapear o quadro de referências no qual ela se insere, os debates nos quais ela intervém, e, especialmente, como ela se conecta a diversas a fontes antropológicas do Manifesto, de maneira a restituir o seu caráter de uma questão eminentemente indígena, um m…
Eu, Pronome Oblíquo
Artigo da Revista Tradução em Revista - Fascículo 19
A vida oblíqua”
Em A paixão segundo G.H., a protagonista do romance de Clarice Lispector passa por uma transformação que é também uma metamorfose do mundo. Adentrando uma hiper-temporalidade em que passado e futuro se confundem, G.H. alcança uma zona da existência regida pela promiscuidade e reciprocidade dos seres: um hetairismo ontológico, poder-se-ia dizer, na esteira de Bachofen e sua releitura por Oswald de Andrade. O artigo busca passar em revista essa exp…
A transformação do Tabu em totem
Dentre as fórmulas antropófagas, "A transformação do Tabu em totem" parece ser, ao mesmo tempo, a mais constante e a mais enigmática. Até que ponto ela remete ao clássico livro de Freud e onde reside a crítica a esse? Como entender as referências a Gestalt-Theorie feitas por Oswald ao explicá-la? E qual sua conexão com a compreensão canibal da noção de "exogamia"? Em suma, por que a metafísica da devoração antropófaga pode ser caracterizada por m…
A literatura como antropologia especulativa
Se décadas atrás, Lyotard identificou a crise de legitimação política e do conhecimento de então como a crise dos grandes relatos, talvez se possa dizer que a crise atual é uma crise do grande Relator: a crise das humanidades seria, assim, parte mais geral da crise do Humano. Diante do Antropoceno, as ciências do homem (as antropologias) têm como um dos seus desafios converterem-se em humanidades, isto é, especular sobre as definições de homem e …
O Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas
A constituição dos Estados modernos se dá em um movimento duplo: uma apropriação “primordial”, seguida de sua sacralização na esfera do Direito (e da identidade), ou seja, ampara-se na ideia de propriedade fundada na ocupação. Para as nações periféricas, fazer uso do mesmo procedimento significa recair no princípio que as excluiu enquanto eram colônias, como de fato aconteceu na concepção de Brasília, por exemplo. Todavia, na esteira das comemora…
Um antropófago em Hollywood
Retomando um caso emblemático das referências, pouco exploradas, do modernismo brasileiro a Hollywood, o de Oswald de Andrade ao ator Rudolph Valentino (um dos primeiros super-stars), pretende-se analisar como a temática da reprodução das imagens pelo cinema se articula com a “poética do grilo” gestada no seio da Antropofagia. Naquele texto que talvez seja a síntese mais acabada da Revista de Antropofagia, “Esquema a Tristhão de Athayde”, Oswald …
A literatura como antropologia especulativa
Se décadas atrás, Lyotard identificou a crise de legitimação política e do conhecimento de então como a crise dos grandes relatos, talvez se possa dizer que a crise atual é uma crise do grande Relator: a crise das humanidades seria, assim, parte mais geral da crise do Humano. Diante do Antropoceno, as ciências do homem (as antropologias) têm como um dos seus desafios converterem-se em humanidades, isto é, especular sobre as definições de homem e …
A metamorfologia de Macunaíma
O artigo busca esboçar novos caminhos de leitura de Macunaíma, demonstrando como a rapsódia está sobredeterminada por (ao menos) dois regimes de enunciação e imaginação (e corolariamente dois regimes criativos e temporais): o “ocidental” e o “ameríndio”. Adiantando uma série de questões da etnologia americanista contemporânea, a narrativa, enquanto sintoma da procura impossível pelo Brasil, operaria constantes transposições e equivocações entre u…
A vida oblíqua”
Em A paixão segundo G.H., a protagonista do romance de Clarice Lispector passa por uma transformação que é também uma metamorfose do mundo. Adentrando uma hiper-temporalidade em que passado e futuro se confundem, G.H. alcança uma zona da existência regida pela promiscuidade e reciprocidade dos seres: um hetairismo ontológico, poder-se-ia dizer, na esteira de Bachofen e sua releitura por Oswald de Andrade. O artigo busca passar em revista essa exp…
Eu, Pronome Oblíquo
Artigo da Revista Tradução em Revista - Fascículo 19
Um antropófago em Hollywood
Retomando um caso emblemático das referências, pouco exploradas, do modernismo brasileiro a Hollywood, o de Oswald de Andrade ao ator Rudolph Valentino (um dos primeiros super-stars), pretende-se analisar como a temática da reprodução das imagens pelo cinema se articula com a “poética do grilo” gestada no seio da Antropofagia. Naquele texto que talvez seja a síntese mais acabada da Revista de Antropofagia, “Esquema a Tristhão de Athayde”, Oswald …
O Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros talhado em Tordesilhas
A constituição dos Estados modernos se dá em um movimento duplo: uma apropriação “primordial”, seguida de sua sacralização na esfera do Direito (e da identidade), ou seja, ampara-se na ideia de propriedade fundada na ocupação. Para as nações periféricas, fazer uso do mesmo procedimento significa recair no princípio que as excluiu enquanto eram colônias, como de fato aconteceu na concepção de Brasília, por exemplo. Todavia, na esteira das comemora…
A vida oblíqua”
Em A paixão segundo G.H., a protagonista do romance de Clarice Lispector passa por uma transformação que é também uma metamorfose do mundo. Adentrando uma hiper-temporalidade em que passado e futuro se confundem, G.H. alcança uma zona da existência regida pela promiscuidade e reciprocidade dos seres: um hetairismo ontológico, poder-se-ia dizer, na esteira de Bachofen e sua releitura por Oswald de Andrade. O artigo busca passar em revista essa exp…
A transformação do Tabu em totem
Dentre as fórmulas antropófagas, "A transformação do Tabu em totem" parece ser, ao mesmo tempo, a mais constante e a mais enigmática. Até que ponto ela remete ao clássico livro de Freud e onde reside a crítica a esse? Como entender as referências a Gestalt-Theorie feitas por Oswald ao explicá-la? E qual sua conexão com a compreensão canibal da noção de "exogamia"? Em suma, por que a metafísica da devoração antropófaga pode ser caracterizada por m…
A literatura como antropologia especulativa
Se décadas atrás, Lyotard identificou a crise de legitimação política e do conhecimento de então como a crise dos grandes relatos, talvez se possa dizer que a crise atual é uma crise do grande Relator: a crise das humanidades seria, assim, parte mais geral da crise do Humano. Diante do Antropoceno, as ciências do homem (as antropologias) têm como um dos seus desafios converterem-se em humanidades, isto é, especular sobre as definições de homem e …
Eu, Pronome Oblíquo
Artigo da Revista Tradução em Revista - Fascículo 19
(Outra) Gente
A crítica se debruçou exaustivamente sobre a duplicidade do Grande sertão: veredas, apontando a sua função estrutural seja para a forma, seja para o conteúdo do romance. Seguindo a esteira aberta por João Adolfo Hansen, pode-se dizer que tal duplicidade, antes de ser valor em si ou caminho para a unidade, constitui as veredas pela qual o sertão se abre à multiplicidade, e a encruzilhada se torna redemoinho. Para tanto, há que se atentar para o pa…
A questão (indígena) do Manifesto Antropófago
O mais conhecido dos aforismos do Manifesto Antropófago lançava uma questão, Tupi or not tupi?, que terminou por ser obliterada pela sua conversão em lema identitário. O que nos propomos aqui é mapear o quadro de referências no qual ela se insere, os debates nos quais ela intervém, e, especialmente, como ela se conecta a diversas a fontes antropológicas do Manifesto, de maneira a restituir o seu caráter de uma questão eminentemente indígena, um m…
O indizível manifesto
A partir da leitura de algumas obras de Clarice Lispector, em especial A paixão segundo G.H. e Água viva, a impossibilidade da linguagem apreender a coisa é colocada sob um outro enfoque, ressaltando a continuidade ontológica entre palavras e coisas. Para tanto, mobilizam-se figuras conceituais de seus textos, tais como o intervalo, a sombra, a manifestação e o ex-possível
Limitar o limite
Diante da catástrofe ambiental em curso, o debate sobre os limites (materiais, planetários) vem ao primeiro plano: como lidar com eles?, como agir em relação a eles? O exercício aqui proposto é uma breve e seletiva cartografia de práticas políticas, estéticas e teóricas que, lidas sob o manto de uma noção revisitada de subsistência e da Antropofagia de Oswald de Andrade, constituem estratégias que fogem à alternativa infernal da lógica da lei e d…
A metamorfologia de Macunaíma
O artigo busca esboçar novos caminhos de leitura de Macunaíma, demonstrando como a rapsódia está sobredeterminada por (ao menos) dois regimes de enunciação e imaginação (e corolariamente dois regimes criativos e temporais): o “ocidental” e o “ameríndio”. Adiantando uma série de questões da etnologia americanista contemporânea, a narrativa, enquanto sintoma da procura impossível pelo Brasil, operaria constantes transposições e equivocações entre u…
A tradução da/dá origem
Essas notas, apesar de seu tom muitas vezes excessivamente afirmativo, visam, antes de mais nada, situar um campo problemático, um conjunto de problemas comum ou transversal a práticas discursivas diversas: a prosa de ficção, com destaque para o gênero romance e a ficção científica, o mito, o canto xamânico, etc. Qual a sua relação originária com a tradução? Como podemos repensar esta a partir da imagem do encontro de mundos
Aparentar(-Se) a Outro
Busca-se repensar categorias da poética ocidental pelo seu contraste com poéticas ameríndias num exercício de equivocação e não de equivalência. Ou seja, investigar de que modo conceitos da teoria literária podem ser relidos (deslocados) a partir do contato entre práticas verbais de distintas ordens e naturezas. Isso comporta uma dificuldade prévia, sobre o estatuto do que chamamos de “literatura”, que não corresponde ao(s) lugar(es) daquilo que …
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“O velho Inácio makuxi” e a “lenda indianizada de Noé”
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