Diogo Oliveira Ramires Pinheiro
Biographic Data
| ID | 1013541 |
|---|---|
| NAME | Diogo Oliveira Ramires Pinheiro |
| GIVEN NAMES | Diogo Oliveira Ramires |
| FAMILY NAME | Pinheiro |
| SIGNATURE | PINHEIRO D O R |
| AFFILIATIONS | Universidade Federal do Rio de Janeiro |
| ORCID | 0000-0003-2403-5040 |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 26 |
| TOTAL CITATIONS | 0 |
| WORKS AS AUTHOR | 26 |
| WORKS AS EDITOR | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2017 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2026 |
| H-INDEX | 0 |
“Vê se não demora”
Este artigo buscou investigar se a construção idiomática com “vê/veja se” + sentença (ilustrada por enunciados como “Vê se não demora” e “Veja se devolve meu livro”) ativa uma pressuposição pragmática de obrigação prévia, conforme proposto por Autores (2024). Para isso, conduzimos um experimento off-line com 60 participantes, que avaliaram sentenças e optaram por alternativas que indicavam ou não a consciência de uma obrigação previamente estabel…
A interpretação de enunciados pressuposicionais por adultos com autismo
Inserindo-se no debate acerca da relação entre pragmática e autismo, este estudo investiga como autistas adultos lidam com estruturas que contêm gatilhos de pressuposição. Em primeiro lugar, hipotetizamos que pessoas com autismo enfrentam mais dificuldades na compreensão desses enunciados do que pessoas neurotípicas. Em segundo lugar, a partir da análise semântico-pragmática da Construção de Contraexpectativa com Bem (CCB), hipotetizamos que exis…
Variação linguística sob a ótica da Linguística Cognitiva e da Gramática de Construções
Este artigo retoma, sob uma perspectiva da Linguística Cognitiva (LC) e da Gramática de Construções (GC), o debate clássico sobre a alegada inexistência de identidade referencial na variação não fonológica (Lavandera, 1978). Inicialmente, mostramos de que a LC e a GC lidam como fenômenos de alternância entre construções sintáticas. Em seguida, argumentamos que esse tratamento é aplicável aos casos de variação não fonológica discutidos por Lavande…
Motivação e não sinonímia em gramática de construções
Este trabalho tem como objetivo se debruçar sobre os Princípios da Motivação Maximizada e da Não Sinonímia (GOLDBERG, 1995) a partir da descrição e da análise das construções gramaticais “se fazer de X” e “dar uma de X”. Para tanto, este estudo parte de um viés funcionalista, tendo como aporte teórico principal os estudos relacionados à Gramática de Construções Baseada no Uso (HOFFMANN, 2022; AUTOR; PEREK, 2015; GOLDBERG, 2006). Para descrição e …
Idiomaticidade na gramática
Este artigo busca descrever duas construções idiomáticas com VÊ/VEJA SE S (ilustradas por enunciados como “Vê se me devolve meu livro” e “Veja se meio-dia é hora de acordar”) no português brasileiro contemporâneo, tomando como base o arcabouço teórico da Gramática de Construções Baseada no Uso. Do ponto de vista metodológico, recorremos a uma análise quantitativa e qualitativo-interpretativa de dados extraídos do Corpus do Português. Em síntese, …
Read fast and effectively
There are at least two distinct verbal modification constructions in Brazilian Portuguese: the Canonical Adverb Construction (CAC; for example, Pedro spoke quickly), and the Adverbial Adjective Construction (AAC; for example, Pedro spoke quick). Virgínio et al. (2021) defends the existence of a pragmatic-discursive difference between these two constructions; it is argued that AAC, but not CAC, requires that the verbal modifier be the most informa…
Gramática de Construções e Relativismo Linguístico
Este trabalho tem como objetivo discutir a natureza das desinências de gênero no português, sua relação com vogais temáticas e suas funções. Acreditamos que a divisão entre os conceitos de desinências de gênero e vogal temática é psicologicamente irreal. Além disso, hipotetizamos que a função das construções desinenciais de gênero (como aqui são chamadas) está intimamente relacionado às categorias de gênero social. Sendo assim, mesmo quando combi…
Idiomaticidade em Gramática de Construções
Este estudo visa investigar um padrão idiomático existente em algumas variedades do português brasileiro identificado pelo item bem. Exemplos do seu uso são frases como “Eu bem vendi o colar que ela gostou” e “Meu nariz bem sangrou”, em que os valores canônicos associados a essa palavra, como os de modo, intensidade ou precisão, não são identificados; e cujo significado não é autoevidente. Diante de dados desse padrão, questiona-se: haveria um va…
O que nos faz humanos
Apresentação à Revista Linguística v.20 n.1
Uma representação construcionista dos adjetivos adverbiais e as suas semânticas no português brasileiro
Este artigo apresenta uma análise dos adjetivos adverbiais no português brasileiro. Pelas lentes da Gramática de Construções Baseada no Uso e da Teoria dos Exemplares, propomos uma representação da rede da Construção de Adjetivo Adverbial (CAA). Dado que dependendo do tipo de modificador verbal, algumas sentenças são aparentemente intercambiáveis em alguns contextos, mas únicos em outros, hipotetizamos que essas semelhanças e diferenças são repre…
Gramática de Construções Baseada no Uso
A Gramática de Construções Baseada no Uso (GOLDBERG, 2006; HILPERT, 2014; PEREK, 2015; BYBEE, 2008, 2010), doravante GCBU, é um quadroteórico definido tanto por uma posição relativaàarquiteturada gramática quanto por uma visão acerca darelação entre conhecimento e uso. Para a GCBU, a gramática consiste em uma rede de pareamentos de forma/sentido (isto é, construções) organizados entre si por diferentes tipos de links,os quais refletemmúltiplas mo…
A rede gramatical das construções com se no português brasileiro
Este trabalho objetiva desenvolver um estudo sobre o sincretismo do clítico se em português brasileiro, propondo uma categorização em tipos e uma representação da sua gramática. Elegemos a Gramática de Construções Baseada no Uso como aporte teórico e a concepção cognitiva da gramática como rede. Também, propomos que o sincretismo ocorre por polissemia, pois assumimos que as formas são motivadas funcionalmente. Um pequeno corpus de dados escritos …
Vê se lê este artigo
Este artigo busca delinear a trajetória diacrônica de uma construção idiomática com VÊ/VEJA SE S (como em "Vê se me liga" e "Vê se não se atrasa") no português brasileiro. Tomando como base o arcabouço teórico da Gramática de Construções Baseada no Uso e o modelo de mudança proposto por Traugott e Trousdale (2013), buscamos fornecer explicações acerca do surgimento dessa construção na língua. Do ponto de vista metodológico, recorremos a uma análi…
Ponto de vista e uso de aspas no português brasileiro
Este trabalho enfoca o uso de aspas em manchetes jornalísticas do português brasileiro, sob a perspectiva teórica da Linguística Cognitiva e, mais especificamente, da Teoria dos Espaços Mentais (FAUCONNIER, 1994, 1997; FAUCONNIER; TURNER, 2002). Com base no primitivo discursivo de Ponto de Vista (CUTRER, 1994; FAUCONNIER; SWEETSER, 1996; DANCYGIER; SWEETSER, 2012), propõe-se uma explicação unificada para o fenômeno, sob o argumento de que o uso d…
Investigando a categorização radial
A Linguística Cognitiva tem se caracterizado pela crítica ao ideal de definibilidade clássica das categorias linguísticas. Uma questão, no entanto, permanece pendente: é possível demonstrar empiricamente que as categorias definidas por itens linguísticos não apresentam estruturação clássica? Para ajudar a responder a essa pergunta, este estudo apresenta uma investigação da semântica de três verbos de separação do português brasileiro: “cortar”, “…
Da categorização radial à representação construcional
Com base nos resultados de um experimento psicolinguístico, Muniz (2019) argumenta que os verbos “cortar”, “quebrar” e “rasgar” do português brasileiro definem categorias semânticas com estrutura radial. Neste artigo, investigamos se esses resultados podem ser atribuídos à existência de níveis construcionais redundantes na representação do conhecimento linguístico, tal como advogado pela Gramática de Construções Baseada no Uso. A fim de verificar…
Semiprodutividade Construcional
A literatura em Gramática de Construções Baseada no Uso – entendida aqui como a vertente cognitivo-funcional da Gramática de Construções – menciona três mecanismos possíveis para explicar como o falante evita a supergeneralização: o conhecimento gramatical, o enraizamento e o bloqueio estatístico. Este artigo busca avaliar a realidade psicológica de cada um desses mecanismos a partir da análise de uma construção específica do português brasileiro…
Construções nominais de referência genérica
Sob a ótica da Gramática Cognitiva (LANGACKER, 1987; 1991), este trabalho investiga o polo semântico de duas construções nominais de referência genérica do português brasileiro: [Artigo + Nome Singular] (“O gato é voluntarioso”) e [Ø + Nome Singular] (“Gato é voluntarioso”). Propõe-se que, apesar da identidade extensional, as duas construções não são semanticamente equivalentes. Especificamente, sustenta-se que o padrão com artigo, mas não o padr…
Linguística funcional, linguística cognitiva e gramática de construções
A Linguística Funcional (LF), a Linguística Cognitiva (LC) e a Gramática de Construções (GC) tendem a ser vistas como modelos teóricos mutuamente compatíveis, se não em grande medida coincidentes. Esse estado de coisas torna difícil identificar com precisão os limites e as áreas de intersecção entre as três teorias, o que pode levar, segundo argumentamos, a certas concepções equivocadas. Diante desse cenário, este artigo parte da seguinte questão…
A Construção de Movimento Causado no português brasileiro
Neste trabalho, que se baseia na dissertação de mestrado de Ribeiro (2018), buscamos descrever a Construção de Movimento Causado (CMC) no português brasileiro (PB), a partir de um conjunto de 101 ocorrências extraídas do Corpus NILC / São Carlos. A análise propõe que os verbos capazes de instanciar essa construção podem ser organizados em 12 classes semânticas distintas. Com base nessa análise, postulamos a existência de uma rede taxonômica com t…
Anos (ou mais) de Gramática de Construções
Apresentação à Revista Linguíʃtica 14(1
Entreviʃta com Ronald W. Langacker
Over thirty years ago, the first volume of Ronald Langacker's Foundations of cognitive grammar presented the linguistic community with a highly innovative and equally controversial framework for linguistic analysis. It took some time, however, for Cognitive Grammar to be perceived as a construction grammar model - maybe because "the word 'construction' rarely appears there" (Croft and Cruse 2004: 278), maybe because the semantic apparatus and hea…
Do signo à construção
The importance of Ferdinand de Saussure’s propositions, presented in the Course in General Linguistics (CLG), to the establishment of the basis of so-called Modern Linguistics is a consensus among linguists. Nevertheless, there is none or just a few recognition of the echoes of the grammatical reflections presented in CLG on the theoretical model of Construction Grammar (CG), developed in the United States at the end of the twentieth century. The…
Do signo à construção
A importância das proposições de Ferdinand de Saussure, apresentadas no Curso de Linguística Geral (CLG), para o estabelecimento dos pilares da dita Linguística Moderna é consenso entre os estudiosos da linguagem. Apesar disso, na literatura há pouco ou nenhum reconhecimento dos ecos das reflexões gramaticais do CLG sobre o modelo teórico da Gramática de Construções (GC), desenvolvido nos Estados Unidos no fim do século XX. Tendo isso em vista, e…
Referência genérica em SNs singulares
Este artigo se debruça sobre dois padrões de SNs singulares genéricos do português brasileiro – com artigo definido e com determinante zero – com um objetivo duplo: de um lado, caracterizar as estruturas conceptuais associadas a cada um desses padrões; de outro, testar experimentalmente a validade dessa caracterização. À luz da Gramática Cognitiva (LANGACKER, 1987, 1991, 2009, 2013), assumimos que ambos os padrões designam um tipo (em oposição a …
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Do signo à construção
The importance of Ferdinand de Saussure’s propositions, presented in the Course in General Linguistics (CLG), to the establishment of the basis of so-called Modern Linguistics is a consensus among linguists. Nevertheless, there is none or just a few recognition of the echoes of the grammatical reflections presented in CLG on the theoretical model of Construction Grammar (CG), developed in the United States at the end of the twentieth century. The…
Do signo à construção
A importância das proposições de Ferdinand de Saussure, apresentadas no Curso de Linguística Geral (CLG), para o estabelecimento dos pilares da dita Linguística Moderna é consenso entre os estudiosos da linguagem. Apesar disso, na literatura há pouco ou nenhum reconhecimento dos ecos das reflexões gramaticais do CLG sobre o modelo teórico da Gramática de Construções (GC), desenvolvido nos Estados Unidos no fim do século XX. Tendo isso em vista, e…
Referência genérica em SNs singulares
Este artigo se debruça sobre dois padrões de SNs singulares genéricos do português brasileiro – com artigo definido e com determinante zero – com um objetivo duplo: de um lado, caracterizar as estruturas conceptuais associadas a cada um desses padrões; de outro, testar experimentalmente a validade dessa caracterização. À luz da Gramática Cognitiva (LANGACKER, 1987, 1991, 2009, 2013), assumimos que ambos os padrões designam um tipo (em oposição a …
Aí vem eu doidão
Este artigo apresenta uma proposta de tratamento cognitivista para o fenômeno da inversão do sujeito no português brasileiro (PB). À luz de desenvolvimentos recentes da Teoria dos Espaços Mentais (Sanders, Sanders and Sweetser 2009, 2012; Ferrari e Sweetser 2012), e com base na análise de dados reais de entrevistas e conversação espontânea, argumentamos que a inversão do sujeito está associada, no PB, à habilidade cognitiva de deslocamento do pon…
Anos (ou mais) de Gramática de Construções
Apresentação à Revista Linguíʃtica 14(1
Entreviʃta com Ronald W. Langacker
Over thirty years ago, the first volume of Ronald Langacker's Foundations of cognitive grammar presented the linguistic community with a highly innovative and equally controversial framework for linguistic analysis. It took some time, however, for Cognitive Grammar to be perceived as a construction grammar model - maybe because "the word 'construction' rarely appears there" (Croft and Cruse 2004: 278), maybe because the semantic apparatus and hea…
A Construção de Movimento Causado no português brasileiro
Neste trabalho, que se baseia na dissertação de mestrado de Ribeiro (2018), buscamos descrever a Construção de Movimento Causado (CMC) no português brasileiro (PB), a partir de um conjunto de 101 ocorrências extraídas do Corpus NILC / São Carlos. A análise propõe que os verbos capazes de instanciar essa construção podem ser organizados em 12 classes semânticas distintas. Com base nessa análise, postulamos a existência de uma rede taxonômica com t…
Semiprodutividade Construcional
A literatura em Gramática de Construções Baseada no Uso – entendida aqui como a vertente cognitivo-funcional da Gramática de Construções – menciona três mecanismos possíveis para explicar como o falante evita a supergeneralização: o conhecimento gramatical, o enraizamento e o bloqueio estatístico. Este artigo busca avaliar a realidade psicológica de cada um desses mecanismos a partir da análise de uma construção específica do português brasileiro…
Construções nominais de referência genérica
Sob a ótica da Gramática Cognitiva (LANGACKER, 1987; 1991), este trabalho investiga o polo semântico de duas construções nominais de referência genérica do português brasileiro: [Artigo + Nome Singular] (“O gato é voluntarioso”) e [Ø + Nome Singular] (“Gato é voluntarioso”). Propõe-se que, apesar da identidade extensional, as duas construções não são semanticamente equivalentes. Especificamente, sustenta-se que o padrão com artigo, mas não o padr…
Linguística funcional, linguística cognitiva e gramática de construções
A Linguística Funcional (LF), a Linguística Cognitiva (LC) e a Gramática de Construções (GC) tendem a ser vistas como modelos teóricos mutuamente compatíveis, se não em grande medida coincidentes. Esse estado de coisas torna difícil identificar com precisão os limites e as áreas de intersecção entre as três teorias, o que pode levar, segundo argumentamos, a certas concepções equivocadas. Diante desse cenário, este artigo parte da seguinte questão…
Da categorização radial à representação construcional
Com base nos resultados de um experimento psicolinguístico, Muniz (2019) argumenta que os verbos “cortar”, “quebrar” e “rasgar” do português brasileiro definem categorias semânticas com estrutura radial. Neste artigo, investigamos se esses resultados podem ser atribuídos à existência de níveis construcionais redundantes na representação do conhecimento linguístico, tal como advogado pela Gramática de Construções Baseada no Uso. A fim de verificar…
Investigando a categorização radial
A Linguística Cognitiva tem se caracterizado pela crítica ao ideal de definibilidade clássica das categorias linguísticas. Uma questão, no entanto, permanece pendente: é possível demonstrar empiricamente que as categorias definidas por itens linguísticos não apresentam estruturação clássica? Para ajudar a responder a essa pergunta, este estudo apresenta uma investigação da semântica de três verbos de separação do português brasileiro: “cortar”, “…
Gramática de Construções Baseada no Uso
A Gramática de Construções Baseada no Uso (GOLDBERG, 2006; HILPERT, 2014; PEREK, 2015; BYBEE, 2008, 2010), doravante GCBU, é um quadroteórico definido tanto por uma posição relativaàarquiteturada gramática quanto por uma visão acerca darelação entre conhecimento e uso. Para a GCBU, a gramática consiste em uma rede de pareamentos de forma/sentido (isto é, construções) organizados entre si por diferentes tipos de links,os quais refletemmúltiplas mo…
A rede gramatical das construções com se no português brasileiro
Este trabalho objetiva desenvolver um estudo sobre o sincretismo do clítico se em português brasileiro, propondo uma categorização em tipos e uma representação da sua gramática. Elegemos a Gramática de Construções Baseada no Uso como aporte teórico e a concepção cognitiva da gramática como rede. Também, propomos que o sincretismo ocorre por polissemia, pois assumimos que as formas são motivadas funcionalmente. Um pequeno corpus de dados escritos …
Vê se lê este artigo
Este artigo busca delinear a trajetória diacrônica de uma construção idiomática com VÊ/VEJA SE S (como em "Vê se me liga" e "Vê se não se atrasa") no português brasileiro. Tomando como base o arcabouço teórico da Gramática de Construções Baseada no Uso e o modelo de mudança proposto por Traugott e Trousdale (2013), buscamos fornecer explicações acerca do surgimento dessa construção na língua. Do ponto de vista metodológico, recorremos a uma análi…
Ponto de vista e uso de aspas no português brasileiro
Este trabalho enfoca o uso de aspas em manchetes jornalísticas do português brasileiro, sob a perspectiva teórica da Linguística Cognitiva e, mais especificamente, da Teoria dos Espaços Mentais (FAUCONNIER, 1994, 1997; FAUCONNIER; TURNER, 2002). Com base no primitivo discursivo de Ponto de Vista (CUTRER, 1994; FAUCONNIER; SWEETSER, 1996; DANCYGIER; SWEETSER, 2012), propõe-se uma explicação unificada para o fenômeno, sob o argumento de que o uso d…
Idiomaticidade na gramática
Este artigo busca descrever duas construções idiomáticas com VÊ/VEJA SE S (ilustradas por enunciados como “Vê se me devolve meu livro” e “Veja se meio-dia é hora de acordar”) no português brasileiro contemporâneo, tomando como base o arcabouço teórico da Gramática de Construções Baseada no Uso. Do ponto de vista metodológico, recorremos a uma análise quantitativa e qualitativo-interpretativa de dados extraídos do Corpus do Português. Em síntese, …
Read fast and effectively
There are at least two distinct verbal modification constructions in Brazilian Portuguese: the Canonical Adverb Construction (CAC; for example, Pedro spoke quickly), and the Adverbial Adjective Construction (AAC; for example, Pedro spoke quick). Virgínio et al. (2021) defends the existence of a pragmatic-discursive difference between these two constructions; it is argued that AAC, but not CAC, requires that the verbal modifier be the most informa…
Gramática de Construções e Relativismo Linguístico
Este trabalho tem como objetivo discutir a natureza das desinências de gênero no português, sua relação com vogais temáticas e suas funções. Acreditamos que a divisão entre os conceitos de desinências de gênero e vogal temática é psicologicamente irreal. Além disso, hipotetizamos que a função das construções desinenciais de gênero (como aqui são chamadas) está intimamente relacionado às categorias de gênero social. Sendo assim, mesmo quando combi…
Idiomaticidade em Gramática de Construções
Este estudo visa investigar um padrão idiomático existente em algumas variedades do português brasileiro identificado pelo item bem. Exemplos do seu uso são frases como “Eu bem vendi o colar que ela gostou” e “Meu nariz bem sangrou”, em que os valores canônicos associados a essa palavra, como os de modo, intensidade ou precisão, não são identificados; e cujo significado não é autoevidente. Diante de dados desse padrão, questiona-se: haveria um va…
O que nos faz humanos
Apresentação à Revista Linguística v.20 n.1
Uma representação construcionista dos adjetivos adverbiais e as suas semânticas no português brasileiro
Este artigo apresenta uma análise dos adjetivos adverbiais no português brasileiro. Pelas lentes da Gramática de Construções Baseada no Uso e da Teoria dos Exemplares, propomos uma representação da rede da Construção de Adjetivo Adverbial (CAA). Dado que dependendo do tipo de modificador verbal, algumas sentenças são aparentemente intercambiáveis em alguns contextos, mas únicos em outros, hipotetizamos que essas semelhanças e diferenças são repre…
A interpretação de enunciados pressuposicionais por adultos com autismo
Inserindo-se no debate acerca da relação entre pragmática e autismo, este estudo investiga como autistas adultos lidam com estruturas que contêm gatilhos de pressuposição. Em primeiro lugar, hipotetizamos que pessoas com autismo enfrentam mais dificuldades na compreensão desses enunciados do que pessoas neurotípicas. Em segundo lugar, a partir da análise semântico-pragmática da Construção de Contraexpectativa com Bem (CCB), hipotetizamos que exis…
Variação linguística sob a ótica da Linguística Cognitiva e da Gramática de Construções
Este artigo retoma, sob uma perspectiva da Linguística Cognitiva (LC) e da Gramática de Construções (GC), o debate clássico sobre a alegada inexistência de identidade referencial na variação não fonológica (Lavandera, 1978). Inicialmente, mostramos de que a LC e a GC lidam como fenômenos de alternância entre construções sintáticas. Em seguida, argumentamos que esse tratamento é aplicável aos casos de variação não fonológica discutidos por Lavande…
Motivação e não sinonímia em gramática de construções
Este trabalho tem como objetivo se debruçar sobre os Princípios da Motivação Maximizada e da Não Sinonímia (GOLDBERG, 1995) a partir da descrição e da análise das construções gramaticais “se fazer de X” e “dar uma de X”. Para tanto, este estudo parte de um viés funcionalista, tendo como aporte teórico principal os estudos relacionados à Gramática de Construções Baseada no Uso (HOFFMANN, 2022; AUTOR; PEREK, 2015; GOLDBERG, 2006). Para descrição e …
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