Luiza Beatriz Amorim Melo Alvim
Biographic Data
| ID | 1318140 |
|---|---|
| NAME | Luiza Beatriz Amorim Melo Alvim |
| GIVEN NAMES | Luiza Beatriz Amorim Melo |
| FAMILY NAME | Alvim |
| SIGNATURE | ALVIM L B A M |
| AFFILIATIONS | Universidade Federal do Rio de Janeiro |
| ORCID | 0000-0003-4816-6790 |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 28 |
| TOTAL CITATIONS | 0 |
| AUTHOR COUNT | 28 |
| EDITOR COUNT | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2013 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2025 |
| H-INDEX | 0 |
Nação, música no cinema e o Outro absoluto
O conceito de nação é datado, mas, mesmo no cinema contemporâneo, marcado por co-produções e equipes com membros de diversos lugares do mundo, ainda se faz presente, por exemplo, na lógica dos festivais. No caso específico da música nos filmes, clichês nacionais têm sido usados desde o início do cinema. Neste artigo, o objetivo é analisar dois filmes contemporâneos em que esses clichês ora são ressignificados no espaço nacional a eles associados,…
Minimalismo musical com ritmo africano
Em meio ao uso de música clássica como parte do projeto musical de vários filmes premiados em festivais europeus, há obras fílmicas que, em função do contexto cultural no qual são produzidas, submetem tais composições a novos arranjos e significados na narrativa fílmica. Dentro desse contexto, o presente artigo propõe uma análise do filme Félicité (2017), do cineasta franco-senegalês Alain Gomis, com o objetivo de verificar os efeitos da música a…
Música clássica e voz em filmes de Nuri Bilge Ceylan dos anos 2010
A música nos filmes do cineasta autoral turco Nuri Bilge Ceylan se caracteriza pela parcimônia e pela frequência de repertório clássico ocidental, em uso estético semelhante ao do cineasta francês Robert Bresson. Em Sono de inverno (2014) e A árvore dos frutos selvagens (2018), de Ceylan, há a repetição da mesma música em filmes com longos diálogos, numa virada verborrágica na cinematografia do diretor, anteriormente caracterizada por diálogos es…
Música clássica e cinemas autorais latino-americanos
O emprego de música preexistente é uma característica do cinema contemporâneo (Hubbert, 2014; Chion, 2019) e, no caso da música clássica, os repertórios barroco e minimalista se destacam. Observamos essas recorrências em nossa pesquisa de filmes contemporâneos autorais a partir de um mapeamento do repertório em filmes participantes dos festivais de Berlim, Cannes e Veneza. Neste artigo, detemo-nos na América Latina, com o objetivo de destacar qua…
Defasagens entre o audível e o visível no cinema contemporâneo
Partindo do cinema moderno de Robert Bresson, este artigo analisa três filmes contemporâneos com voz over – Risttuules (Na ventania, 2014), de Martti Helde, Arábia (2017), de Affonso Uchôa e João Dumans, e Transit (Em trânsito, 2018), de Christan Petzold –, buscando relações entre o audível e o visível. Observou-se que essas relações são caracterizadas por defasagens, que correspondem, de forma estrita, às diferenças de tempo entre o dito pela vo…
Cinema Novo e música de vanguarda do século XX
Embora não tenha sido predominante no Cinema Novo, a música de vanguarda do século XX não deixou de estar presente em filmes de Glauber Rocha, Walter Lima Júnior e Joaquim Pedro de Andrade, englobando obras preexistentes de Edgar Varèse, Pierre Schaeffer, Pierre Henry, Michel Philippot, Marlos Nobre, Ernst Widmer, Jaceguay Lins, Walter Smetak, Jon Appleton e Al Kooper. Fazemos um mapeamento dessa produção e analisamos como as músicas desses compo…
O percurso de O Remorso Vivo dos palcos às telas (1867–1909) e a relação do músico Arthur Napoleão com o Primeiro Cinema
Este artigo discute os usos dos sons no primeiro cinema a partir de um estudo de caso: a adaptação cinematográfica do “drama fantástico-lírico” O Remorso Vivo (1867), de Furtado Coelho e Joaquim Serra, filmada pela Photo-Cinematographia Brasileira (1909); exibida, no Rio de Janeiro, com acompanhamento musical de Arthur Napoleão, autor da música original da peça. Recuperamos a fortuna crítica da peça e do filme no intuito de explicitar as continui…
Reconfigurações do campo cinematográfico nos anos 2010
Mesa-redonda
Mesa-redonda organizada pelos editores do dossiê "Reconfigurações do campo cinematográfico nos anos 2010", com a presença de Hernani Heffner, Kênia Freitas, Lúcia Ramos Monteiro e Pedro Butcher. Foram discutidos temas como: as características estilísticas do cinema dos anos 2010; a intensificação da relação dos filmes autorais com filmes de gênero, em particular no cinema brasileiro; cinemas negros; cinema indígena; novas formas de circulação e r…
Pre-existing classical music in French auteur cinema in the 2010s
In the Nouvelle Vague, there was a relevant use of music of classical repertoire (Alvim, 2017), usually aligned to the director's taste ("auter music", according to Gorbman, 2007), such as Beethoven ́s pieces in Godard's films. In contemporary French films, there is a recurrence of works by Bach and Vivaldi, which could partly be explained by their omnipresence in digital platforms. In a chosen corpus from films selected by the Cannes Film Festiv…
A grande cidade (Carlos Diegues, 1966)
O filme A grande cidade (1966), de Carlos Diegues, é dividido em quatro capítulos por subtítulos, que correspondem a seus quatro personagens principais: Luzia, Jasão, Inácio e Calunga. Por meio de procedimentos de análise fílmica, demonstramos que as músicas do filme também podem ser divididas em capítulos, sendo mais relacionadas a cada um dos personagens. Essa divisão ocorre por gêneros musicais ou por um conjunto de músicas de um mesmo composi…
Música ‘Nacional’ e Redes Intertextuais em Adaptações de Livros Brasileiros no Cinema Novo
Este artigo analisa o emprego de música preexistente nos filmes Menino de engenho (Walter Lima Jr, 1965) e Capitu (Paulo César Saraceni, 1968), ambas adaptações de obras literárias brasileiras, como uma faceta da afirmação da identidade nacional, em conformidade com o projeto do Cinema Novo. Menino de engenho se centra, principalmente, na música de Villa-Lobos, compositor nacionalista brasileiro, enquanto Capitu integra compositores brasileiros d…
Na pandemia
Consideramos as modificações impostas abruptamente às apresentações musicais presenciais por causa da pandemia de Covid-19, tendo como foco as salas de concerto de música erudita e o clube de jazz, dois nichos em que a presença em recintos fechados é vista como essencial (embora o streaming, no caso da música erudita, já fosse uma realidade antes da pandemia), por causa, por exemplo, de questões de acústica ou pelo aspecto da importância da impro…
Música e som nos curtas-metragens de Jean-Luc Godard dos anos 1950
Jean-Luc Godard fez cinco curtas-metragens nos anos 1950: Operação concreto (Opération béton, 1954), Uma mulher faceira (Une femme coquette, 1955), Charlotte e Véronique: todos os rapazes se chamam Patrick (Charlotte et Véronique: tous les garçons s ́appellent Patrick, 1957), Charlotte e seu namorado (Charlotte et son Jules, 1959), além de Uma história de água (Une histoire d ́eau), filmado por Truffaut em 1958 e montado por Godard posteriormente…
Reempregos da música de Villa-Lobos e intertextualidades entre filmes de Humberto Mauro e o Cinema Novo
Consideramos as relações intertextuais de filmes de diretores do Cinema Novo de 1959 a 1980 com longas-metragens de Humberto Mauro - O descobrimento do Brasil (1937), Argila (1942) e O canto da saudade (1952) - por meio da análise do reemprego das mesmas obras musicais de Villa-Lobos presentes em filmes do cineasta mineiro, reutilizadas (na mesma ou em diferente versão) em obras de diretores cinemanovistas. Por meio de análise fílmica, identifica…
Da ópera para o cinema, do cinema para a ópera
Neste artigo, consideramos o aspecto da atuação no cinema silencioso de estrelas da ópera com o objetivo de trazer questionamentos sobre uma possível influência das experiências desses artistas em sua atuação operística no sentido de um maior naturalismo. Colocando a atuação nos palcos dentro de uma esfera mais ampla, estudamos o “pictorialismo” (as poses), comum no teatro não musicado do final do século XIX e adotado também na ópera. Para nossas…
Som e música no audiovisual
Apresentação do dossiê "Som e música no audiovisual"
O campo dos estudos de som no audiovisual, observação como método e audio-logo-visão
Entrevista concedida por Michel Chion a Luíza Alvim em fevereiro de 2020, e por ela traduzida para a Revista Brasileira de Música
Villa-Lobos, identidade nacional e história no Cinema Novo
Partimos do filme Deus e o diabo na terra do sol (Glauber Rocha, 1964) para analisar a utilização de obras de Villa-Lobos nele e em outros três filmes do Cinema Novo brasileiro: O desafio (Paulo César Saraceni, 1965), Terra em transe (Glauber Rocha, 1967) e Os herdeiros (Carlos Diegues, 1968-1970). Estes três últimos tanto se relacionam entre si pela sua temática, quanto com o referido longa-metragem anterior de Glauber Rocha em diversas instânci…
As angústias da escolha
O livro Rostos de Bergman: vida e morte em um plano é constituído de textos de diversos autores em torno de sete filmes (Morangos silvestres, O sétimo selo, Gritos e sussurros, A hora do Lobo, Persona, Sonata de outono e Saraband). Após um primeiro texto sobre Morangos silvestres, o livro está organizado em três blocos de duplas de filmes, como os duetos do último filme de Bergman, Saraband. Entre textos de apresentação e textos analíticos, de vi…
Contraponto audiovisual? De Eisenstein a Chion
Consideramos o termo musical "contraponto" tal como utilizado nos textos sobre cinema e teoria cinematográfica, a partir dos escritos de Eisenstein do final dos anos 20, passando por autores como Adorno e Eisler, Kracaeur e Jean Mitry até os estudos de som no audiovisual de Michel Chion. Temos como base o questionamento da possibilidade e pertinência ou não de sua aplicação às relações entre som e imagem em produtos audiovisuais, já que esta apli…
O uso do som e de imagens com movimentos mínimos em Melancolia
Analisamos o uso do som e de imagens com movimentos mínimos no prólogo no filme Melancolia (2011) de Lars Von Trier e observamos que tais imagens possuem características limítrofes entre cinema, fotografia e pintura, do mesmo modo que as características musicais do prelúdio da ópera Tristão e Isolda de Wagner contribuem para o efeito de imobilismo. Consideramos que essas imagens produzem um efeito temporal específico, associado à idéia de morte e…
Uma questão de método
To establish accurate methods that enable the rigorous study of the soundtrack in audiovisual products has been a recurring problem in film studies in Brazil. This essay critically examines manuals, books and articles from different areas of study, including Social Communication, Film Analysis and Sound Studies, in order to compile suggestions of methods of sound and music analysis in audiovisuals that may help future researchers
Tempo, montagem e narrativa
DOI: 10.12957/revmar.2016.20874Walter Benjamin, em seu livro intitulado Passagens, acreditava ser possível transportar o procedimento da montagem do cinema para a escrita da história. Este artigo analisa, então, as relações entre a narrativa histórica e a narrativa cinematográfica a partir da montagem de filmes de arquivo no gênero documentário. Acreditamos, assim, que os arquivos sejam experiências com o passado que podem reconciliar tempo e nar…
A música de Villa-Lobos nos filmes de Glauber Rocha dos anos 60
Analisamos o uso da música preexistente de Villa-Lobos em dois filmes de Glauber Rocha dos anos 60, Deus e o diabo na terra do sol (1964) e Terra em transe (1967). Considerada por Guerrini Júnior (2009) como uma "alegoria da pátria" em grande parte dos filmes do Cinema Novo, a música de Villa-Lobos é bastante presente em Deus e o diabo na terra do sol. Porém, a peça musical do final do filme aponta para uma mudança de direção para uma atitude mai…
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A sonata de Bresson
O cineasta francês Robert Bresson utilizou a música com bastante parcimônia em seus filmes, fazendo, muitas vezes, uma seleção de pequenos trechos de música clássica preexistente. Tal é o caso de A grande testemunha (1966), em que podemos fazer analogias entre a maneira como os trechos da sonata D969 de Schubert são organizados no filme e as formas musicais da sonata original. Enfatizaremos, então, o bitematismo musical associado aos protagonista…
Simetrias, repetições e variações - a Missa em dó menor de Mozart em Um condenado à morte escapou, de Robert Bresson
Nos filmes do diretor francês Robert Bresson, especialmente naqueles da fase intermediária de sua carreira, foi comum o uso de música pré-existente do repertório clássico, e a distribuição de tais trechos musicais no filme possui analogias com a peça de origem. Em Um condenado à morte escapou (1956), partes instrumentais e corais oriundas do Kyrie da Missa em dó menor de Mozart estão distribuídas simetricamente ao longo do filme, evocando a simet…
Música e vozes em Pickpocket (1959), de Robert Bresson
O cineasta francês Robert Bresson ficou conhecido pelo uso criativo dos diversos elementos sonoros em seus filmes e pela parcimônia na inserção de música. Em obras da fase intermediária de sua carreira, como Um condenado à morte escapou (1956), Pickpocket (1959) e A grande testemunha (1966), peças pré-existentes do repertório clássico foram utilizadas como música extradiegética e possuem aspectos formais que guardam analogias com sua distribuição…
A música de Villa-Lobos nos filmes de Glauber Rocha dos anos 60
Analisamos o uso da música preexistente de Villa-Lobos em dois filmes de Glauber Rocha dos anos 60, Deus e o diabo na terra do sol (1964) e Terra em transe (1967). Considerada por Guerrini Júnior (2009) como uma "alegoria da pátria" em grande parte dos filmes do Cinema Novo, a música de Villa-Lobos é bastante presente em Deus e o diabo na terra do sol. Porém, a peça musical do final do filme aponta para uma mudança de direção para uma atitude mai…
O uso do som e de imagens com movimentos mínimos em Melancolia
Analisamos o uso do som e de imagens com movimentos mínimos no prólogo no filme Melancolia (2011) de Lars Von Trier e observamos que tais imagens possuem características limítrofes entre cinema, fotografia e pintura, do mesmo modo que as características musicais do prelúdio da ópera Tristão e Isolda de Wagner contribuem para o efeito de imobilismo. Consideramos que essas imagens produzem um efeito temporal específico, associado à idéia de morte e…
Uma questão de método
To establish accurate methods that enable the rigorous study of the soundtrack in audiovisual products has been a recurring problem in film studies in Brazil. This essay critically examines manuals, books and articles from different areas of study, including Social Communication, Film Analysis and Sound Studies, in order to compile suggestions of methods of sound and music analysis in audiovisuals that may help future researchers
Tempo, montagem e narrativa
DOI: 10.12957/revmar.2016.20874Walter Benjamin, em seu livro intitulado Passagens, acreditava ser possível transportar o procedimento da montagem do cinema para a escrita da história. Este artigo analisa, então, as relações entre a narrativa histórica e a narrativa cinematográfica a partir da montagem de filmes de arquivo no gênero documentário. Acreditamos, assim, que os arquivos sejam experiências com o passado que podem reconciliar tempo e nar…
Contraponto audiovisual? De Eisenstein a Chion
Consideramos o termo musical "contraponto" tal como utilizado nos textos sobre cinema e teoria cinematográfica, a partir dos escritos de Eisenstein do final dos anos 20, passando por autores como Adorno e Eisler, Kracaeur e Jean Mitry até os estudos de som no audiovisual de Michel Chion. Temos como base o questionamento da possibilidade e pertinência ou não de sua aplicação às relações entre som e imagem em produtos audiovisuais, já que esta apli…
Da ópera para o cinema, do cinema para a ópera
Neste artigo, consideramos o aspecto da atuação no cinema silencioso de estrelas da ópera com o objetivo de trazer questionamentos sobre uma possível influência das experiências desses artistas em sua atuação operística no sentido de um maior naturalismo. Colocando a atuação nos palcos dentro de uma esfera mais ampla, estudamos o “pictorialismo” (as poses), comum no teatro não musicado do final do século XIX e adotado também na ópera. Para nossas…
Som e música no audiovisual
Apresentação do dossiê "Som e música no audiovisual"
O campo dos estudos de som no audiovisual, observação como método e audio-logo-visão
Entrevista concedida por Michel Chion a Luíza Alvim em fevereiro de 2020, e por ela traduzida para a Revista Brasileira de Música
Villa-Lobos, identidade nacional e história no Cinema Novo
Partimos do filme Deus e o diabo na terra do sol (Glauber Rocha, 1964) para analisar a utilização de obras de Villa-Lobos nele e em outros três filmes do Cinema Novo brasileiro: O desafio (Paulo César Saraceni, 1965), Terra em transe (Glauber Rocha, 1967) e Os herdeiros (Carlos Diegues, 1968-1970). Estes três últimos tanto se relacionam entre si pela sua temática, quanto com o referido longa-metragem anterior de Glauber Rocha em diversas instânci…
As angústias da escolha
O livro Rostos de Bergman: vida e morte em um plano é constituído de textos de diversos autores em torno de sete filmes (Morangos silvestres, O sétimo selo, Gritos e sussurros, A hora do Lobo, Persona, Sonata de outono e Saraband). Após um primeiro texto sobre Morangos silvestres, o livro está organizado em três blocos de duplas de filmes, como os duetos do último filme de Bergman, Saraband. Entre textos de apresentação e textos analíticos, de vi…
Na pandemia
Consideramos as modificações impostas abruptamente às apresentações musicais presenciais por causa da pandemia de Covid-19, tendo como foco as salas de concerto de música erudita e o clube de jazz, dois nichos em que a presença em recintos fechados é vista como essencial (embora o streaming, no caso da música erudita, já fosse uma realidade antes da pandemia), por causa, por exemplo, de questões de acústica ou pelo aspecto da importância da impro…
Música e som nos curtas-metragens de Jean-Luc Godard dos anos 1950
Jean-Luc Godard fez cinco curtas-metragens nos anos 1950: Operação concreto (Opération béton, 1954), Uma mulher faceira (Une femme coquette, 1955), Charlotte e Véronique: todos os rapazes se chamam Patrick (Charlotte et Véronique: tous les garçons s ́appellent Patrick, 1957), Charlotte e seu namorado (Charlotte et son Jules, 1959), além de Uma história de água (Une histoire d ́eau), filmado por Truffaut em 1958 e montado por Godard posteriormente…
Reempregos da música de Villa-Lobos e intertextualidades entre filmes de Humberto Mauro e o Cinema Novo
Consideramos as relações intertextuais de filmes de diretores do Cinema Novo de 1959 a 1980 com longas-metragens de Humberto Mauro - O descobrimento do Brasil (1937), Argila (1942) e O canto da saudade (1952) - por meio da análise do reemprego das mesmas obras musicais de Villa-Lobos presentes em filmes do cineasta mineiro, reutilizadas (na mesma ou em diferente versão) em obras de diretores cinemanovistas. Por meio de análise fílmica, identifica…
A grande cidade (Carlos Diegues, 1966)
O filme A grande cidade (1966), de Carlos Diegues, é dividido em quatro capítulos por subtítulos, que correspondem a seus quatro personagens principais: Luzia, Jasão, Inácio e Calunga. Por meio de procedimentos de análise fílmica, demonstramos que as músicas do filme também podem ser divididas em capítulos, sendo mais relacionadas a cada um dos personagens. Essa divisão ocorre por gêneros musicais ou por um conjunto de músicas de um mesmo composi…
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Este artigo analisa o emprego de música preexistente nos filmes Menino de engenho (Walter Lima Jr, 1965) e Capitu (Paulo César Saraceni, 1968), ambas adaptações de obras literárias brasileiras, como uma faceta da afirmação da identidade nacional, em conformidade com o projeto do Cinema Novo. Menino de engenho se centra, principalmente, na música de Villa-Lobos, compositor nacionalista brasileiro, enquanto Capitu integra compositores brasileiros d…
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Partindo do cinema moderno de Robert Bresson, este artigo analisa três filmes contemporâneos com voz over – Risttuules (Na ventania, 2014), de Martti Helde, Arábia (2017), de Affonso Uchôa e João Dumans, e Transit (Em trânsito, 2018), de Christan Petzold –, buscando relações entre o audível e o visível. Observou-se que essas relações são caracterizadas por defasagens, que correspondem, de forma estrita, às diferenças de tempo entre o dito pela vo…
Cinema Novo e música de vanguarda do século XX
Embora não tenha sido predominante no Cinema Novo, a música de vanguarda do século XX não deixou de estar presente em filmes de Glauber Rocha, Walter Lima Júnior e Joaquim Pedro de Andrade, englobando obras preexistentes de Edgar Varèse, Pierre Schaeffer, Pierre Henry, Michel Philippot, Marlos Nobre, Ernst Widmer, Jaceguay Lins, Walter Smetak, Jon Appleton e Al Kooper. Fazemos um mapeamento dessa produção e analisamos como as músicas desses compo…
O percurso de O Remorso Vivo dos palcos às telas (1867–1909) e a relação do músico Arthur Napoleão com o Primeiro Cinema
Este artigo discute os usos dos sons no primeiro cinema a partir de um estudo de caso: a adaptação cinematográfica do “drama fantástico-lírico” O Remorso Vivo (1867), de Furtado Coelho e Joaquim Serra, filmada pela Photo-Cinematographia Brasileira (1909); exibida, no Rio de Janeiro, com acompanhamento musical de Arthur Napoleão, autor da música original da peça. Recuperamos a fortuna crítica da peça e do filme no intuito de explicitar as continui…
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Mesa-redonda
Mesa-redonda organizada pelos editores do dossiê "Reconfigurações do campo cinematográfico nos anos 2010", com a presença de Hernani Heffner, Kênia Freitas, Lúcia Ramos Monteiro e Pedro Butcher. Foram discutidos temas como: as características estilísticas do cinema dos anos 2010; a intensificação da relação dos filmes autorais com filmes de gênero, em particular no cinema brasileiro; cinemas negros; cinema indígena; novas formas de circulação e r…
Pre-existing classical music in French auteur cinema in the 2010s
In the Nouvelle Vague, there was a relevant use of music of classical repertoire (Alvim, 2017), usually aligned to the director's taste ("auter music", according to Gorbman, 2007), such as Beethoven ́s pieces in Godard's films. In contemporary French films, there is a recurrence of works by Bach and Vivaldi, which could partly be explained by their omnipresence in digital platforms. In a chosen corpus from films selected by the Cannes Film Festiv…
Música clássica e cinemas autorais latino-americanos
O emprego de música preexistente é uma característica do cinema contemporâneo (Hubbert, 2014; Chion, 2019) e, no caso da música clássica, os repertórios barroco e minimalista se destacam. Observamos essas recorrências em nossa pesquisa de filmes contemporâneos autorais a partir de um mapeamento do repertório em filmes participantes dos festivais de Berlim, Cannes e Veneza. Neste artigo, detemo-nos na América Latina, com o objetivo de destacar qua…
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