Marcelo Santos Matheus
Biographic Data
| ID | 679544 |
|---|---|
| NAME | Marcelo Santos Matheus |
| GIVEN NAMES | Marcelo Santos |
| FAMILY NAME | Matheus |
| SIGNATURE | MATHEUS M S |
| AFFILIATIONS | Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul |
| ORCID | 0000-0002-9313-4678 |
| VERIFIED | Yes |
| TOTAL WORKS | 11 |
| TOTAL CITATIONS | 3 |
| AUTHOR COUNT | 11 |
| EDITOR COUNT | 0 |
| FIRST PUBLICATION YEAR | 2013 |
| LATEST PUBLICATION YEAR | 2023 |
| H-INDEX | 1 |
Malunguinhos: Tráfico de africanos e pecuária escravista na fronteira oeste do Rio Grande do Sul (c.1820-1840)
As temáticas deste artigo são o alcance do tráfico transatlântico de africanos escravizados em regiões de economia de mercado interno do Brasil, na primeira metade do Oitocentos, e as características da exploração daqueles trabalhadores. Por meio da análise de registros paroquiais de batismos e de inventários post mortem de duas localidades da fronteira oeste do Rio Grande do Sul (1820-40), investigamos a capacidade de dispersão e de adaptação da…
A escravidão brasileira nos séculos XVIII e XIX em perspectiva global
Apresentação do dossiê
Registros de batismo, o complexo pecuária-charqueada e o tráfico de africanos para o Sul do Brasil, 1780-1850
Este estudo tem como foco a análise do tráfico de africanos para o RS, entre 1780 e 1850. Para tanto, além de um diálogo com pesquisas que trataram da mesma temática, exploramos os registros de batismo das capelas das duas regiões que formavam o complexo pecuária-chaqueada, cuja produção estava conectada com circuitos mercantis mais amplos. Assim, propomo-nos a investigar quantos escravos africanos foram levados às pias batismais, procurando resp…
Paisagem agrária ao sul do Império do Brasil: Pecuária, pequena agricultura e diversificação produtiva (Bagé, c.1820-1870)
Throughout the 19th century, the main economic activities in Rio Grande do Sul were the ones related to agriculture and livestock. The province was notable for its cattle raising activities and charque (or salted beef) production, which linked the region to the Atlantic economy. For a long time, historiography insisted on this image: the society in the borderlands was characterized by the presence of large cattle ranches (estncias) and the predom…
Cativeiro e compadrio em um porto atlântico (Rio Grande, 1780-1850)
Dentro dos ditames de uma sociedade católica e escravista, o compadrio foi uma das formas de associação que os africanos e seus descendentes encontraram para (re)signifcar suas vidas e tornar menos dolorosa a experiência do cativeiro. Nesse sentido, este artigo tem por objetivo o estudo dos laços de compadrio a partir do batismo de escravos, com foco na documentação produzida em Rio Grande, porto ao sul do Brasil que mantinha relações econômicas …
Estratégias Senhoriais, Artimanhas Cativas: Relações Escravistas Na Fronteira Entre O Brasil E O Uruguai (Século Xix)
A fronteira sul do Império brasileiro foi palco de constantes conflitos. Seja entre os luso-brasileiros e o Império espanhol, entre os brasileiros e orientais ou argentinos, seja a Guerra do Paraguai, a região teve poucos momentos de paz ao longo do século XIX. Do mesmo modo, durante o Oitocentos, o regramento sobre o sistema escravista brasileiro sofreu importantes percalços, como o fim do tráfico em 1850 e a Lei do Ventre Livre em 1871. No Bras…
A africana mina Maria Francisca do Rosário: Escravidão, cor e ascensão social em um contexto fronteiriço (Brasil, segunda metade do século XIX)
O presente estudo vale-se de fragmentos da trajetória da africana mina Maria Francisca do Rosário - e de seus familiares - para discutir questões como classificação social através da cor e possibilidades de ascensão social colocadas aos africanos traficados como escravos para o Brasil no século XIX. Para tanto, a principal fonte utilizada foram os registros de batismo, embora documentos diversos, como processos-crime e cartas de alforrias, dentre…
A produção da liberdade no Brasil escravista (Século XIX)
Este artigo trata da transição da escravidão para a liberdade no Brasil do século XIX. Ainda que as pesquisas historiográficas recentes tenham sublinhado características sociais dos escravos libertos, este artigo se debruça sobre os "outorgantes" de cartas de alforria. São duas as questões a guiar a análise: por que as cartas de alforria eram tão comuns no Brasil Imperial? Como essa prática se inseria nas relações sociais e conformava a sociedade…
A história de João Potro: Trajetória e relações de reciprocidade de uma família subalterna no sul do Brasil (1820-1855)
Neste estudo, valemo-nos da trajetória de João Paes, que viveu na fronteira sul do Império no século XIX, para apreciar a importância das relações entre pessoas e famílias no Brasil oitocentista e o quanto elas estavam imbricadas com a economia e com as instituições formais da vida política. João dizia ser filho de uma índia, logo, um indivíduo livre. Contudo, conforme Mariano Teixeira, João era um escravo fugido. O caso permite uma série de anál…
Frank Tannenbaum e os direitos dos escravos: Religião e escravidão nas Américas
Desde a publicação de Slave and Citizen, de Frank Tannenbaum, em meados do século passado, os estudos comparativos entre os diferentes processos de colonização das Américas e, logo, entre os diferentes sistemas escravistas produzidos, são algo comum na historiografia. Contudo, a obra de Tannenbaum, depois de certo período de notoriedade, foi severamente criticada e quase que posta de lado - um exemplo de ostracismo historiográfico. Porém, há pouc…
Escravos sem senhores não existem
A exagerada enfase no protagonismo dos cativos pode levar o historiador a elidir a obviedade contida na afirmacao de que, tal como nao ha senhor sem escravo, tampouco ha escravo sem senhor. A radicalizacao desse ponto de vista talvez tenha alcancado o auge na decada de 1970, quando se chegou a postular que nas plantations do sul dos Estados Unidos conviviam duas culturas paralelas e estanques — a escrava e a senhorial. Entretanto, em historia, co…
A produção da liberdade no Brasil escravista (Século XIX)
Este artigo trata da transição da escravidão para a liberdade no Brasil do século XIX. Ainda que as pesquisas historiográficas recentes tenham sublinhado características sociais dos escravos libertos, este artigo se debruça sobre os "outorgantes" de cartas de alforria. São duas as questões a guiar a análise: por que as cartas de alforria eram tão comuns no Brasil Imperial? Como essa prática se inseria nas relações sociais e conformava a sociedade…
A história de João Potro: Trajetória e relações de reciprocidade de uma família subalterna no sul do Brasil (1820-1855)
Neste estudo, valemo-nos da trajetória de João Paes, que viveu na fronteira sul do Império no século XIX, para apreciar a importância das relações entre pessoas e famílias no Brasil oitocentista e o quanto elas estavam imbricadas com a economia e com as instituições formais da vida política. João dizia ser filho de uma índia, logo, um indivíduo livre. Contudo, conforme Mariano Teixeira, João era um escravo fugido. O caso permite uma série de anál…
Frank Tannenbaum e os direitos dos escravos: Religião e escravidão nas Américas
Desde a publicação de Slave and Citizen, de Frank Tannenbaum, em meados do século passado, os estudos comparativos entre os diferentes processos de colonização das Américas e, logo, entre os diferentes sistemas escravistas produzidos, são algo comum na historiografia. Contudo, a obra de Tannenbaum, depois de certo período de notoriedade, foi severamente criticada e quase que posta de lado - um exemplo de ostracismo historiográfico. Porém, há pouc…
Escravos sem senhores não existem
A exagerada enfase no protagonismo dos cativos pode levar o historiador a elidir a obviedade contida na afirmacao de que, tal como nao ha senhor sem escravo, tampouco ha escravo sem senhor. A radicalizacao desse ponto de vista talvez tenha alcancado o auge na decada de 1970, quando se chegou a postular que nas plantations do sul dos Estados Unidos conviviam duas culturas paralelas e estanques — a escrava e a senhorial. Entretanto, em historia, co…
Frank Tannenbaum e os direitos dos escravos: Religião e escravidão nas Américas
Desde a publicação de Slave and Citizen, de Frank Tannenbaum, em meados do século passado, os estudos comparativos entre os diferentes processos de colonização das Américas e, logo, entre os diferentes sistemas escravistas produzidos, são algo comum na historiografia. Contudo, a obra de Tannenbaum, depois de certo período de notoriedade, foi severamente criticada e quase que posta de lado - um exemplo de ostracismo historiográfico. Porém, há pouc…
A história de João Potro: Trajetória e relações de reciprocidade de uma família subalterna no sul do Brasil (1820-1855)
Neste estudo, valemo-nos da trajetória de João Paes, que viveu na fronteira sul do Império no século XIX, para apreciar a importância das relações entre pessoas e famílias no Brasil oitocentista e o quanto elas estavam imbricadas com a economia e com as instituições formais da vida política. João dizia ser filho de uma índia, logo, um indivíduo livre. Contudo, conforme Mariano Teixeira, João era um escravo fugido. O caso permite uma série de anál…
A africana mina Maria Francisca do Rosário: Escravidão, cor e ascensão social em um contexto fronteiriço (Brasil, segunda metade do século XIX)
O presente estudo vale-se de fragmentos da trajetória da africana mina Maria Francisca do Rosário - e de seus familiares - para discutir questões como classificação social através da cor e possibilidades de ascensão social colocadas aos africanos traficados como escravos para o Brasil no século XIX. Para tanto, a principal fonte utilizada foram os registros de batismo, embora documentos diversos, como processos-crime e cartas de alforrias, dentre…
A produção da liberdade no Brasil escravista (Século XIX)
Este artigo trata da transição da escravidão para a liberdade no Brasil do século XIX. Ainda que as pesquisas historiográficas recentes tenham sublinhado características sociais dos escravos libertos, este artigo se debruça sobre os "outorgantes" de cartas de alforria. São duas as questões a guiar a análise: por que as cartas de alforria eram tão comuns no Brasil Imperial? Como essa prática se inseria nas relações sociais e conformava a sociedade…
Estratégias Senhoriais, Artimanhas Cativas: Relações Escravistas Na Fronteira Entre O Brasil E O Uruguai (Século Xix)
A fronteira sul do Império brasileiro foi palco de constantes conflitos. Seja entre os luso-brasileiros e o Império espanhol, entre os brasileiros e orientais ou argentinos, seja a Guerra do Paraguai, a região teve poucos momentos de paz ao longo do século XIX. Do mesmo modo, durante o Oitocentos, o regramento sobre o sistema escravista brasileiro sofreu importantes percalços, como o fim do tráfico em 1850 e a Lei do Ventre Livre em 1871. No Bras…
Paisagem agrária ao sul do Império do Brasil: Pecuária, pequena agricultura e diversificação produtiva (Bagé, c.1820-1870)
Throughout the 19th century, the main economic activities in Rio Grande do Sul were the ones related to agriculture and livestock. The province was notable for its cattle raising activities and charque (or salted beef) production, which linked the region to the Atlantic economy. For a long time, historiography insisted on this image: the society in the borderlands was characterized by the presence of large cattle ranches (estncias) and the predom…
Cativeiro e compadrio em um porto atlântico (Rio Grande, 1780-1850)
Dentro dos ditames de uma sociedade católica e escravista, o compadrio foi uma das formas de associação que os africanos e seus descendentes encontraram para (re)signifcar suas vidas e tornar menos dolorosa a experiência do cativeiro. Nesse sentido, este artigo tem por objetivo o estudo dos laços de compadrio a partir do batismo de escravos, com foco na documentação produzida em Rio Grande, porto ao sul do Brasil que mantinha relações econômicas …
Malunguinhos: Tráfico de africanos e pecuária escravista na fronteira oeste do Rio Grande do Sul (c.1820-1840)
As temáticas deste artigo são o alcance do tráfico transatlântico de africanos escravizados em regiões de economia de mercado interno do Brasil, na primeira metade do Oitocentos, e as características da exploração daqueles trabalhadores. Por meio da análise de registros paroquiais de batismos e de inventários post mortem de duas localidades da fronteira oeste do Rio Grande do Sul (1820-40), investigamos a capacidade de dispersão e de adaptação da…
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