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Ocorrência, toxicidade e exposição da beauvericina

Micotoxina emergente

Bibliographic Data

ID16890282
AuthorsRayone Wesly Santos de Oliveira (0000-0001-6430-2225, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), corresponding author), Alexsandra Iarlen Cabral Cruz (0000-0003-2389-8071, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)), Ana Patrícia Fontes da Silva (Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)), Jaqueline da Silva Rumão (0000-0003-0131-1794, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)), Luana Lopes Padilha (0000-0002-7162-2726, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)), Samíria de Jesus Lopes Santos-Sodré (0000-0002-3144-4355), Maina Ruth Conceição Silva (0000-0002-6600-2821, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)), Natale Cristine Costa Carvalho (Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP))
Year2024
Volume16
Issue8
Pagese5174
Publication date2024-08-15
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueCuadernos de Educación y Desarrollo (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1989-4155 • E-ISSN: 1989-4155
PublisherBrazilian Journals (PUBLISHER)
DOI10.55905/cuadv16n8-076
OpenAlexW4401609992
LanguagePT
References cited41

A Beauvericina (BEA) é um composto com atividades biológicas benéficas, mas classificado como uma micotoxina emergente devido à ausência de regulamentação sobre seus níveis aceitáveis. Este trabalho revisa sistematicamente a literatura de bancos de dados como Web of Science, PubMed e Scopus, reunindo informações sobre sua ocorrência, modo de ação, aspectos toxicológicos, toxicocinéticos e exposição dietética. A revisão revelou que a BEA está presente em vários alimentos, especialmente aqueles contaminados por fungos do gênero Fusarium, comuns em grãos e cereais. Seu modo de ação envolve a formação de complexos com íons metálicos e a indução de estresse oxidativo nas células, causando danos celulares e apoptose (morte celular programada). Estudos toxicológicos indicam que a BEA pode provocar danos hepáticos e renais, além de efeitos imunossupressores em animais de laboratório. Em humanos, a exposição prolongada e em altas concentrações pode representar um risco significativo à saúde, embora mais pesquisas sejam necessárias para conclusões definitivas. Dados toxicocinéticos mostram que a BEA é rapidamente absorvida pelo trato gastrointestinal, distribuída amplamente pelo organismo e excretada principalmente pelas fezes e urina. No entanto, a variabilidade dos resultados destaca a necessidade de mais estudos para compreender plenamente sua dinâmica no corpo humano e em animais. Apesar dos potenciais benefícios biológicos da Beauvericina, é necessário realizar mais pesquisas para entender seus efeitos deletérios e desenvolver diretrizes de segurança que limitem sua presença em alimentos

Biology · Humanities · Physics · Microbial Inactivation Methods · Mycotoxins in Agriculture and Food · Philosophy · Plant tissue culture and regeneration · Molecular Biology

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